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Economia

Consultoria sugere adiar quitação de rombo bilionário na Previdência em 20 anos

Pela proposta, em vez de quitar a dívida previdenciária em 2046, o prazo seria estendido até 2065

Por Lucia Morel | 19/02/2026 17:49
Consultoria sugere adiar quitação de rombo bilionário na Previdência em 20 anos
Sede da Ageprev (Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul), na entrada do Parque dos Poderes. (Foto: Governo de MS)

Consultoria contratada pela Ageprev (Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul), a Brasilis, orientou o Governo do Estado a reformular a atual lei previdenciária para estender em 20 anos o prazo de amortização do deficit atuarial. O "rombo" atual é de R$ 6,9 bilhões.

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Consultoria contratada pela Ageprev sugere ao Governo de Mato Grosso do Sul estender o prazo de amortização do déficit previdenciário de 2046 para 2065. A proposta visa reduzir o aporte anual do Tesouro Estadual de R$ 645,6 milhões para R$ 490,3 milhões. O estudo aponta que o déficit atual é de R$ 6,9 bilhões, tendo diminuído R$ 2,9 bilhões nos últimos dois anos devido ao aumento das taxas de juros. A implementação da mudança depende de aprovação pela Assembleia Legislativa, mantendo as alíquotas de 14% para servidores e 28% para o Estado.

Pela proposta, em vez de quitar a dívida previdenciária em 2046, o prazo seria estendido até 2065. A mudança permitiria um aporte anual menor por parte do Tesouro Estadual, que cairia dos atuais R$ 645,6 milhões para R$ 490,3 milhões, uma redução de R$ 155,3 milhões ao ano no desembolso imediato do Executivo.

Atualmente, os repasses são regidos pela Lei Estadual nº 6.339/2024. Para que a nova estratégia entre em vigor, o Governo precisa enviar um novo projeto de lei à Assembleia Legislativa.

Consultoria sugere adiar quitação de rombo bilionário na Previdência em 20 anos

Na prática, o plano sugerido pela Brasilis prevê que a quitação total do déficit ocorra apenas em 2065, quando haveria a equiparação entre o que é arrecadado e o que é efetivamente pago em benefícios. A medida não alteraria as alíquotas de contribuição dos servidores, que permanecem em 14% sobre o salário dos ativos e sobre a parcela que excede o salário-mínimo para aposentados e pensionistas.

O Governo do Estado, por sua vez, contribui com 28% sobre a remuneração dos ativos. Além disso, o ente estatal realiza aportes suplementares para garantir o equilíbrio financeiro do sistema.

Redução do rombo – Dados coletados pela consultoria até 31 de dezembro de 2025 apontam que a Previdência de Mato Grosso do Sul reduziu o déficit atuarial em R$ 2,9 bilhões nos últimos dois anos. Segundo a análise técnica, o recuo é decorrente do aumento das taxas de juros e da utilização de novas premissas de reposição dos segurados.

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Em termos técnicos, o regime previdenciário tornou-se mais "rentável" com a taxa de juros paramétrica avaliada em 5,39% ao ano. O índice foi definido com base na carteira de investimentos da Ageprev, na expectativa de rendimento dos títulos públicos federais e nos limites legais do CNRPPS (Conselho Nacional de Regimes Próprios de Previdência Social).

A reportagem questionou o Governo do Estado sobre o interesse em seguir a orientação da consultoria e se há previsão de envio de projeto à Assembleia, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.

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