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Economia

Dólar cai a R$ 5,18 e bolsa bate recorde com entrada de capital estrangeiro

Ibovespa supera 189 mil pontos com impulso de Petrobras e Vale

Por Gustavo Bonotto | 11/02/2026 19:00
Dólar cai a R$ 5,18 e bolsa bate recorde com entrada de capital estrangeiro
Cédular do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em queda de 0,18% nesta quarta-feira (11), cotado a R$ 5,18, no menor nível desde maio de 2024, com forte entrada de capital estrangeiro no Brasil. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 2,03%, encerrou aos 189.699 pontos e renovou o recorde de fechamento após superar os 190 mil pontos durante o pregão.

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O mercado financeiro brasileiro registrou desempenho positivo nesta quarta-feira (11), com o dólar comercial atingindo sua menor cotação desde maio de 2024, fechando a R$ 5,18, queda de 0,18%. O Ibovespa alcançou novo recorde histórico aos 189.699 pontos, impulsionado principalmente por ações de exportadoras como Petrobras e Vale. O cenário econômico nos Estados Unidos mostrou-se aquecido, com criação de 130 mil vagas em janeiro e queda no desemprego para 4,3%. No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sinalizou cautela quanto à redução da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, enquanto o mercado aguarda possíveis cortes em março.

Papéis de exportadoras sustentaram a alta do índice. As ações da Petrobras e da Vale avançaram mais de 3% na sessão. A TIM informou lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% sobre o mesmo período de 2024 e acima das estimativas.

Nos Estados Unidos, o relatório de emprego apontou a criação de 130 mil vagas em janeiro, acima das 70 mil previstas. A taxa de desemprego caiu para 4,3%, e os salários subiram 0,41% no mês e 3,71% em 12 meses. Os dados indicam economia aquecida e podem adiar cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve).

Mesmo com a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos EUA, investidores priorizaram a força da atividade econômica. O cenário reforçou o apetite por risco e favoreceu moedas e bolsas de países emergentes.

No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o ambiente de incertezas exige cautela antes de reduzir a taxa básica, hoje em 15% ao ano. O mercado projeta início dos cortes em março.

Na semana, o dólar acumula queda de 0,64%. No mês, recua 1,16% e, no ano, 5,50%. O Ibovespa sobe 3,69% na semana, 4,60% no mês e 17,73% em 2026.