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Lado Rural

Soja e milho puxam superávit de US$ 462,9 milhões na balança comercial de MS

Alta nas exportações e queda de 17,1% nas importações fortalecem saldo positivo no início de 2026

Por Jhefferson Gamarra | 11/02/2026 18:34
Soja e milho puxam superávit de US$ 462,9 milhões na balança comercial de MS
Carregamento de soja que segue de MS para o porto em caminhão (Foto: Agência Brasil/Divulgação)

O agronegócio de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com desempenho positivo na balança comercial, impulsionado pelo aumento nas exportações de soja e milho. Em janeiro, o Estado exportou US$ 636,9 milhões e importou US$ 173,9 milhões, resultando em superávit de US$ 462,9 milhões.

RESUMO

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O agronegócio de Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 462,9 milhões na balança comercial em janeiro de 2026, com exportações de US$ 636,9 milhões e importações de US$ 173,9 milhões. O resultado foi impulsionado pelo aumento nas exportações de soja e milho, além da redução nas importações.As exportações de soja somaram 163,5 mil toneladas, crescimento de 303% em relação a janeiro de 2025, tendo a China como principal destino. O milho também apresentou desempenho positivo, com 170,1 mil toneladas exportadas, aumento de 181%, sendo o Irã o maior comprador do cereal.

Os dados indicam crescimento expressivo na comparação com janeiro de 2025, embora tenha havido retração em relação a dezembro, movimento considerado comum para o período. De acordo com o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, o resultado foi influenciado tanto pelo desempenho das exportações quanto pela redução das importações.

“O aumento do superávit ocorreu principalmente devido à redução das importações em comparação com janeiro de 2025. Com uma queda de 17,1% nas compras externas, houve menor saída de dólares do Estado, o que fortaleceu o saldo da balança comercial. Assim, além do bom desempenho das exportações, a retração das importações teve papel decisivo para o resultado positivo no início do ano”, explica.

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul somaram 163,5 mil toneladas em janeiro, volume 303% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em valor, o total alcançou US$ 72,3 milhões, aumento de 343% na comparação anual.

A China foi o principal destino da soja sul-mato-grossense, concentrando 63% do volume exportado. Em seguida aparecem Iraque, com 19%, e Tailândia, com 13%.

No cenário nacional, o Brasil exportou 1,87 milhão de toneladas de soja em janeiro, volume 75% maior que o registrado em janeiro de 2025, com receita de US$ 830 milhões.

O milho produzido em Mato Grosso do Sul também apresentou crescimento expressivo nas exportações. Em janeiro, foram embarcadas 170,1 mil toneladas, aumento de 181% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita somou US$ 38,5 milhões, crescimento de 212%.

O Irã liderou como principal destino do cereal, com 54% do volume exportado. Vietnã, com 22%, e Bangladesh, com 13%, completam a lista dos maiores compradores.

Em âmbito nacional, as exportações de milho atingiram 4,24 milhões de toneladas em janeiro, alta de 18% frente a janeiro de 2025, gerando receita de US$ 928 milhões.

Apesar do avanço na comparação anual, soja e milho apresentaram retração em relação a dezembro. Segundo Mateus Fernandes, o recuo é explicado por fatores sazonais.

“A queda nas exportações em relação a dezembro é um movimento sazonal e esperado para este período do ano. Janeiro marca a transição entre safras, com a colheita da soja ainda ganhando ritmo no Estado, o que reduz momentaneamente o volume disponível para embarque. Além disso, dezembro costuma concentrar maiores envios para fechamento de contratos e metas anuais, o que naturalmente eleva a base de comparação”, afirma.

No mercado internacional, a oferta de grãos segue elevada, com produções robustas no Brasil, Estados Unidos e Argentina. A demanda permanece ativa, especialmente da China no caso da soja, mas os estoques disponíveis limitam avanços nos preços.

De acordo com os boletins econômicos da Aprosoja/MS, o cenário para 2026 exige atenção redobrada à gestão de custos, à estratégia de comercialização e ao comportamento do câmbio, fator considerado determinante para a formação da rentabilidade em reais ao longo do ano.