"Vamos recomeçar. Peça por peça", diz família após furto de R$ 1 milhão em joias
Vídeo publicado nas redes sociais mostra loja vazia e desabafo emocionado das proprietárias
RESUMO
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Uma joalheria em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, foi alvo de um furto milionário no último fim de semana. Criminosos abriram um buraco na parede do estabelecimento e levaram peças em ouro, causando prejuízo estimado em R$ 1 milhão. O local fica a menos de 200 metros da fronteira com o Paraguai. A história da joalheria começou há 35 anos, quando a proprietária vendia apenas seis peças de porta em porta. A família, determinada a recomeçar após o incidente, compartilhou sua história em um vídeo emocionante, reafirmando que, apesar das perdas materiais, manterá o legado construído ao longo de décadas.
A dor ainda está estampada nas imagens. Gavetas vazias, vitrines sem brilho, funcionários fazendo a contagem do que foi levado. Em meio ao silêncio pesado da loja revirada, uma das donas da joalheria, alvo de furto milionário em Ponta Porã, aparece diante da câmera para falar de algo maior que o prejuízo: o recomeço.
A Polícia Civil investiga o furto ocorrido no fim de semana na joalheria localizada na Avenida Brasil, principal via da cidade e a menos de 200 metros de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Os criminosos abriram um buraco na parede do estabelecimento e levaram diversas peças em ouro. O prejuízo é estimado pela família em pelo menos R$ 1 milhão.
Enquanto a investigação avança, a família decidiu tornar pública a dor e a força. “(...) tentar entender como algo que levou uma vida inteira para ser construído poderia desaparecer em algumas horas. Ontem nós choramos, pelo que foi levado, pelo medo e por não sabermos se teríamos forças para continuar ou se aquele seria o dia que desistiríamos de tudo”, diz a proprietária logo no início do vídeo.
As imagens intercalam o presente devastado com o passado de conquistas. “Minha mãe começou com seis peças, quatro correntinhas e dois pingentes. Ela ia de casa em casa de motinha, oferecendo, acreditando, insistindo, mesmo quando ninguém via o que isso um dia se tornaria”, relembra.
Peça por peça, cliente por cliente, a joalheria foi crescendo. “Aquele estoque não era só mercadoria, era o futuro de cinco famílias, era a segurança dos meus pais, era o caminho meu e das minhas irmãs. O que existia ali dentro não era um estoque, era um legado. E em poucas horas tudo nos foi tirado”.
O furto foi descoberto na manhã de segunda-feira (9), quando equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil atenderam a ocorrência. A Polícia Científica também esteve no local para coletar vestígios que possam ajudar na identificação dos autores. Segundo o delegado Ítalo Amaury, responsável pelo caso, foram realizados procedimentos de papiloscopia e perícia criminal.
Os proprietários ainda fazem o levantamento detalhado do material levado, o que impede a divulgação exata da quantidade de peças. Agora, os investigadores concentram esforços na análise de imagens de câmeras de segurança instaladas no entorno da loja para identificar quantas pessoas participaram do crime.
No vídeo, em meio ao relato, a dona da joalheria chora ao falar daquilo que, segundo ela, não foi roubado. “Mas existem coisas que ninguém consegue levar. Não levaram nossa fé”, diz, com a voz embargada. “Não levaram nossa coragem e nunca levarão a nossa história, porque a nossa maior riqueza nunca esteve nas vitrines, sempre esteve nas pessoas”. Ela agradece aos clientes que acompanham a família há décadas e fala de laços que atravessam gerações. “Joias são eternas, mas os laços que criamos são ainda mais".
Mas, a família decidiu continuar. “Mesmo com o coração em pedaços, nós não vamos parar. Vamos recomeçar, peça por peça, cliente por cliente, como tudo começou. Podem ter levado tudo das nossas prateleiras, mas não levaram o que nos fez chegar até aqui. Quem constrói um legado em 35 anos não desiste em uma madrugada".
O vídeo termina com uma promessa. “Um dia vamos olhar para trás e essa não será apenas a história de um furto, será a história do nosso recomeço. Podem até tentar apagar a nossa história, mas nós vamos escrevê-la de novo”.
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