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Economia

Dólar cai para R$ 5,40 após tensão na Venezuela e avanço da bolsa brasileira

Moeda recua 0,34% com reação ao cenário externo e projeções do Banco Central; Ibovespa fecha em alta

Por Gustavo Bonotto | 05/01/2026 19:17
Dólar cai para R$ 5,40 após tensão na Venezuela e avanço da bolsa brasileira
Cédula do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial caiu 0,34% e fechou cotado a R$ 5,40 nesta segunda-feira (5), em reação aos desdobramentos da crise na Venezuela e às projeções econômicas divulgadas no Brasil. A movimentação ocorreu durante o pregão da B3 (Brasil Bolsa Balcão), em São Paulo (SP). O mercado reagiu ainda no primeiro dia útil da semana, com investidores atentos ao cenário internacional e aos dados oficiais.

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O dólar comercial encerrou em queda de 0,34%, cotado a R$ 5,40, enquanto o Ibovespa avançou 0,83%, atingindo 161.870 pontos nesta segunda-feira. O mercado reagiu à prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, evento que impactou os preços de commodities. O boletim Focus do Banco Central revelou redução na projeção da inflação para 2025, de 4,32% para 4,31%. Os economistas mantiveram a previsão de crescimento do PIB em 2,26% para 2025 e projetam dólar próximo a R$ 5,50 no fim de 2026.

No mesmo dia, o Ibovespa subiu 0,83% e encerrou aos 161.870 pontos. O índice refletiu ajustes de carteira e expectativas sobre juros e inflação no País.

O boletim Focus, divulgado pelo BC (Banco Central), apontou queda na projeção da inflação para 2025, de 4,32% para 4,31%. Para 2026, a estimativa subiu levemente para 4,06%, enquanto o mercado manteve a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2,26% para 2025. Os economistas também projetaram câmbio estável, com o dólar ao redor de R$ 5,50 no fim de 2026.

O cenário externo ganhou peso após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. O episódio elevou a volatilidade nos mercados e influenciou preços de ativos ligados a commodities. Petróleo, ouro e títulos da dívida venezuelana fecharam em alta diante da expectativa de mudanças na oferta e na gestão do setor energético.

Ao final do pregão, o dólar acumulou queda de 1,52% no mês e no ano. O Ibovespa registrou alta acumulada de 0,46% no mesmo período.