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Economia

Dólar sobe 1% e encerra último pregão de janeiro cotado em R$ 5,24

Ibovespa recuou no dia, mas fechou mês com alta de 12%

Por Gustavo Bonotto | 30/01/2026 19:35
Dólar sobe 1% e encerra último pregão de janeiro cotado em R$ 5,24
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em alta de 1,03% nesta sexta-feira (30), cotado a R$ 5,24, enquanto o Ibovespa caiu 0,97% e encerrou aos 181.364 pontos. O movimento refletiu ajustes no mercado brasileiro no último pregão de janeiro.

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O mercado financeiro brasileiro encerrou janeiro com movimentações significativas. O dólar comercial fechou em alta de 1,03%, cotado a R$ 5,24, mas acumulou queda de 4,39% no mês. Já o Ibovespa, mesmo com queda de 0,97% na sessão, registrou alta mensal de 12,56%. O destaque foi a taxa média de desemprego, que atingiu 5,6% em 2025, menor nível desde 2012. A população ocupada alcançou recorde de 103 milhões de pessoas, com rendimento médio real de R$ 3.560. No cenário internacional, Kevin Warsh foi indicado para substituir Jerome Powell no comando do Federal Reserve.

Apesar da valorização diária, o dólar acumulou queda de 4,39% no mês e no ano. A desvalorização manteve a trajetória observada ao longo de 2025, segundo dados do mercado financeiro.

O índice Ibovespa, mesmo com a baixa da sessão, fechou janeiro com alta de 12,56%. No acumulado semanal, o índice subiu 1,40%, sustentado por ações de setores ligados ao consumo e serviços.

No Brasil, os investidores acompanharam os novos dados do mercado de trabalho divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa média de desemprego caiu para 5,6% em 2025, o menor nível desde o início da série, em 2012.

O índice recuou um ponto percentual em relação a 2024. A população desocupada somou 6,2 milhões de pessoas, queda de 14,5%, enquanto o total de ocupados atingiu recorde de 103 milhões.

O rendimento médio real subiu 5,7% e chegou a R$ 3.560. A massa de rendimentos alcançou R$ 361,7 bilhões, no maior patamar da série. O crescimento do emprego ocorreu em setores menos dependentes de crédito, como serviços, setor público, informação, comunicação e atividades financeiras.

Mesmo com a Selic em 15% ao ano, o mercado de trabalho seguiu aquecido. Economistas avaliam que o cenário sustenta a atividade econômica, mas dificulta o controle da inflação de serviços. A expectativa aponta para alta gradual do desemprego em 2026.

No exterior, o mercado reagiu à indicação de Kevin Warsh para comandar o Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos. O nome substitui Jerome Powell, cujo mandato termina em maio, após aprovação do Senado.