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"Do Sul": nem Riedel se aguenta quando falam só Mato Grosso

Por Kamila Alcântara, Gabriel Neris e Silvia Frias | 16/03/2026 06:00

Mas de novo? - O governador do Estado, Eduardo Riedel (PP), representou a população em um momento que já virou rotina para quem é de MS: a correção geográfica. Durante a apresentação da primeira reunião estratégica da plataforma CSC, em Ponta Porã, a apresentadora de um podcast lançou o já conhecido “Mato Grosso” na pergunta, mas referindo-se a MS. Riedel não deixou passar e corrigiu na hora, com um curto e direto “do Sul”. A troca ainda se repetiu uma segunda vez antes da correção definitiva, tudo no bom humor e entre risadas do público.

Toma - O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) realizou a contratação direta de um curso sobre “Planejamento das Contratações” para servidores do Tribunal de Justiça. O treinamento, que será realizado em Campo Grande entre os dias 18 e 20 de março para até 50 participantes, custará R$ 70 mil e ocorrerá sem licitação, com base na lei que permite inexigibilidade quando há especialista no tema. A justificativa apresentada é o conhecimento e a experiência da palestrante da empresa Excelência Educação e Ensino Ltda., responsável por ministrar as 20 horas de aulas presenciais.

Retroativo - Policial militar lotado em Ponta Porã conseguiu manter na Justiça o direito de receber diferenças salariais após alegar ter sido preterido em promoção na corporação. Em acórdão de 12 de março, publicado no Diário da Justiça desta segunda-feira (15), o TJMS negou recurso do Estado e manteve o pagamento dos valores retroativos. A ação foi apresentada em 11 de abril de 2017 e tem valor estimado de R$ 60 mil. O militar também pediu R$ 20 mil por dano moral, mas o Tribunal negou a indenização.

Tic-tac... - O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) começou a se organizar para a realização do próximo concurso para promotor de Justiça substituto. Aviso publicado pelo procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Junior, abre prazo de cinco dias para que membros do órgão se candidatem a integrar, como titulares, a comissão responsável por conduzir o XXXI concurso público de provas e títulos para ingresso na carreira. A comissão será responsável por acompanhar as etapas iniciais do certame, como a prova preambular e as provas escritas.

Agiliza - O MPM (Ministério Público Militar) mudou as regras de como investiga crimes envolvendo militares. A principal novidade é que essas investigações agora terão prazo parecido com o de inquérito policial e não poderão ficar se estendendo indefinidamente. Se o promotor quiser mais tempo para investigar, terá que pedir autorização ao juiz e justificar o motivo. A norma também deixa claro que a investigação pode terminar em denúncia ou em acordo para evitar processo, dependendo do caso. Mesmo enquanto o juiz analisa um pedido de prorrogação, algumas diligências ainda podem continuar sendo feitas.

Aliada - Após a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por um problema pulmonar grave e sua transferência da ala de presos especiais do Complexo da Papuda, em Brasília, a senadora Tereza Cristina (PP) usou as redes sociais para defender que ele cumpra prisão domiciliar. Na publicação, afirmou que é um absurdo mantê-lo em regime fechado diante do quadro de saúde e disse que ele deveria ter a chance de se recuperar em casa, classificando a medida como um tratamento humanitário mínimo.

"Do Sul": nem Riedel se aguenta quando falam só Mato Grosso

“Besties” - Titular da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de MS), Carlos Alberto de Assis, e o senador Nelsinho Trad (PSD) relembraram parceria na Prefeitura de Campo Grande durante café da manhã de comemoração dos 83 anos do Comercial. Assis foi responsável pela Funesp (Fundação Municipal de Esportes) na gestão Trad e, paralelamente, presidente do Comercial.

Cornetada - Durante conversa com o senador e com o presidente Marlon Brandt, Assis cobrou o retorno do estádio Morenão. “Quem lota o Morenão é Operário e Comercial”, disse, alfinetando o Pantanal, que despontou por meio de SAF (Sociedade Anônima Futebol) como esperança para alavancar o futebol estadual.

Jeitinho – O aumento da inadimplência empresarial e dos pedidos de recuperação judicial também elevou a busca por métodos para localizar ativos “ocultos” usados para pagar dívidas. Ferramentas públicas e privadas passaram a ajudar na identificação de fraudes e de patrimônio de sócios ou empresas ligadas aos devedores. Reportagem da Folha mostrou um caso envolvendo uma multinacional brasileira do setor de alimentos que tentava executar como garantia uma fazenda em Mato Grosso do Sul registrada em nome de laranja. O verdadeiro dono foi identificado após um pedido na ANA (Agência Nacional de Águas) para instalação de sistema de irrigação, no qual constava o CPF do proprietário real.

Campanha? – A torcida do Operário recorreu à tradicional vaquinha para viajar até Corumbá e apoiar o time na partida contra o Corumbaense, pelas semifinais do campeonato estadual. Na lista de contribuintes estão o vereador Flávio Cabo Almi (PSDB) e a ex-deputada federal e presidente do União Brasil em MS, Rose Modesto. Cada um “coçou o bolso” e desembolsou R$ 1 mil para ajudar a galera. Ainda é especulação, mas acredita-se que ambos tenham pretensões eleitorais este ano e, convenhamos, só é lembrado quem aparece. De qualquer maneira, os operarianos agradecem.