Todo errado: há dois anos, Bernal dirige sem CNH
Todo errado – O ex-prefeito Alcides Bernal, preso por matar o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, dirige desde fevereiro de 2024 sem habilitação. A CNH apresentada à Polícia Civil para o registro da prisão em flagrante está vencida. Mesmo assim, na tarde de terça-feira (26), ele chegou ao imóvel da Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados, ao volante de uma caminhonete Nissan Frontier, onde confrontou a vítima.
Enrustido? – Ao criticar mais um projeto voltado à separação entre mulheres cisgênero e mulheres trans, o vereador Jean Ferreira (PT) provocou parlamentares do PL e questionou a insistência no tema. “Qual é o problema com mulheres e homens trans? Se isso é desejo enrustido, se é um prazer que vocês têm, que lidem com isso na terapia ou na cama”, afirmou.
Sem medo da vaia – Com o plenário lotado de servidores, o vereador Rafael Tavares (PL) defendeu a proposta da prefeitura de transferir a gestão de duas unidades de saúde para a iniciativa privada e acabou vaiado pela plateia, que levou cartazes para se manifestar. Ele reagiu ainda durante a sessão: “Não tenho medo de vaia não, gente, pode vaiar à vontade”. Tavares já havia apresentado proposta semelhante no ano passado, rejeitada pela Comissão de Legislação.
Disputa pela “orla” – Com risco de despejo de ambulantes, o vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) apresentou projeto para transformar a Afonso Pena em corredor cultural e gastronômico, dois dias após notificações da Prefeitura para retirada de comerciantes. “Como não temos praia, os Altos da Afonso Pena são a nossa orla, ponto de encontro da população, e precisam ter atrativos e comércio”, afirmou.
Mimos – A Câmara Municipal de Campo Grande concedeu o título de Visitante Ilustre a João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e presidente da COP15, realizada na Capital. No mesmo pacote, também foi aprovada a entrega da Medalha Dr. Arlindo de Andrade Gomes ao apóstolo José Edmilson Mota de Oliveira, fundador da Igreja Evangélica Comunidade Global, pelos serviços prestados ao município.
Prêmio no calorão – Mato Grosso do Sul chegou à final do Prêmio Inovação em Infraestrutura Social, com projeto de parceria do Hospital Regional tratada como exemplo de gestão moderna e eficiente. A contradição é que o discurso de excelência esbarra na realidade. Enquanto o projeto é elogiado, se multiplicam relatos de calor dentro do hospital por falhas no ar-condicionado, com pacientes e servidores recorrendo a ventiladores improvisados.
Com parcimônia – O Tribunal de Contas flexibilizou as regras internas e passou a permitir, com restrições, o uso de ferramentas como o ChatGPT em atividades institucionais. Pela nova regra, o uso segue proibido de forma geral, mas passa a ser permitido quando não houver tratamento de dados protegidos por lei e desde que sejam respeitadas as normas de segurança da informação.
Tema na base – Portaria do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26) determina a inclusão de conteúdos sobre prevenção da violência, especialmente contra meninas e mulheres, nos currículos da educação básica. O texto prevê que o Conselho Nacional de Educação terá 30 dias para propor mudanças nas diretrizes. A medida é assinada pelo ministro Camilo Santana e pela ministra Márcia Lopes.
Batendo ponto - O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul publicou uma nova regra que define como será a rotina de trabalho dos servidores. A jornada padrão continua em 35 horas semanais, geralmente das 12h às 19h, com registro obrigatório por biometria em todas as entradas e saídas. A norma também fixa limites, como máximo de 10 horas por dia e intervalo mínimo para descanso, além de prever situações específicas, como redução de jornada para mães que amamentam e flexibilização para estudantes.
Hora extra - Qualquer serviço além da jornada precisa de autorização prévia e, na maioria dos casos, vai para banco de horas em vez de virar dinheiro. Esse saldo pode ser compensado depois, mas dentro de regras e prazos definidos. O resultado é um modelo mais rígido, com menos margem para acordos informais e maior poder da administração sobre horários e compensações.


