Com garrafa de gasolina na mão, professor chama PM para denunciar posto
A suspeita de combustível irregular surgiu após falha no motor e avaliação de um mecânico.
Na tarde de hoje, professor de 45 anos, que pediu para não ser identificado, foi até um posto de combustíveis em Campo Grande com uma garrafa contendo gasolina retirada do próprio carro para questionar a qualidade do produto. Segundo ele, o veículo apresentou falhas logo após o abastecimento e, sem conseguir resolver a situação com o estabelecimento, decidiu voltar, mas com a Polícia Militar.
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Professor denuncia suspeita de combustível adulterado em posto de Campo Grande após seu veículo apresentar falhas. Com uma garrafa contendo gasolina retirada do próprio carro, ele acionou a Polícia Militar para questionar a qualidade do produto no estabelecimento da Vila Bandeirantes. O proprietário do posto nega irregularidades e afirma que o combustível vendido está dentro dos parâmetros de qualidade. Sem acordo entre as partes, o caso deverá ser encaminhado aos órgãos de defesa do consumidor para investigação formal.
De acordo com o relato, o problema começou após abastecer 38 litros no sábado, em posto da Vila Bandeirantes. No dia seguinte, o carro ainda funcionou normalmente por poucos quilômetros, mas na segunda-feira passou a apresentar falhas. “Minha esposa foi sair com o carro e ele começou a engasgar. Depois, quando fui usar, ele já não ligava mais”, contou.
A suspeita de combustível irregular surgiu após a avaliação de um mecânico. “Ele tirou a gasolina do carro, colocou numa garrafa e fez um teste na minha frente. Eu até filmei. Ele falou que realmente estava adulterada. A cor já era diferente, uma coisa que eu nunca tinha visto”, afirmou.
O professor disse que tentou resolver diretamente com o posto em outras ocasiões, mas não houve acordo. “A única coisa que ele falou é que eu teria que tirar todo o combustível do carro, trazer pra ele, que aí ele ressarciria só o valor da gasolina”, relatou. Ele afirma que propôs levar o veículo para análise em oficina, se comprometendo a arcar com o prejuízo caso o problema não fosse o combustível, mas a proposta teria sido recusada.
Nesta quinta-feira, o homem voltou ao local com a garrafa e, diante da negativa de solução, chamou a Polícia Militar. A equipe foi até o posto, ouviu as partes, mas informou que não tem competência para atestar a qualidade do combustível.
O dono do posto, que terá o nome preservado porque ainda não há provas de adulteração, negou qualquer irregularidade. “Nunca tive nenhuma reclamação com relação à qualidade do produto”, afirmou. Segundo ele, o material apresentado pelo cliente não corresponde ao combustível vendido no local. “Nós temos o produto aqui, já fiz o teste e mostrei para ele. Estamos dentro dos parâmetros corretos de qualidade.”
O empresário também levantou a possibilidade de o problema ter outra origem. “O carro dele é flex, então não sei se ele passou em outro lugar e colocou álcool”, disse, acrescentando que nunca houve registro de reclamações semelhantes no estabelecimento.
Sem acordo no local, o caso deve seguir para órgãos de defesa do consumidor e investigação formal.
O caso serve para reforçar as orientações sobre o que fazer nesses casos. A Agência Nacional de Petróleo informa que é necessário guardar a nota fiscal, procurar uma oficina de confiança para drenar o tanque e exigir um laudo técnico do mecânico para acionar o posto judicialmente. O consumidor também pode denunciar o posto na ANP (0800 970 0267).


