Homem que matou morador de rua com mais de 10 facadas é identificado
Autor prestou depoimento na delegacia, mas, como estava fora do período de flagrante, acabou liberado
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul identificou e indiciou o suspeito de matar o homem em situação de rua Ederson Oliveira de Souza, de 35 anos, assassinado a facadas em frente ao Hospital do Câncer, na região central de Campo Grande, na madrugada de 14 de fevereiro. O autor tem 21 anos, e o nome não foi divulgado pelas autoridades.
RESUMO
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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul identificou e indiciou um jovem de 21 anos pelo assassinato de Ederson Oliveira de Souza, homem em situação de rua morto a facadas em Campo Grande. O crime ocorreu em 14 de fevereiro, em frente ao Hospital do Câncer. Segundo as investigações da DHPP, o homicídio foi motivado por vingança, após a vítima denunciar um furto cometido pelo suspeito. O autor, que possui extensa ficha criminal, confessou o crime, mas alegou legítima defesa. A polícia trabalha para solicitar sua prisão preventiva.
De acordo com a investigação da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), a vítima foi atingida por mais de 10 golpes de arma branca. Ederson vivia em situação de rua, sobrevivia de doações de comerciantes e, segundo a polícia, não apresentava comportamento violento.
No momento do crime, ele trafegava de bicicleta quando foi abordado pelo autor, que o derrubou e passou a desferir as facadas, sem que a vítima tivesse chance de se defender.
As investigações apontaram que o homicídio foi motivado por vingança. Isso porque Ederson teria contado a uma moradora da região central sobre um furto cometido pelo suspeito.
No dia seguinte ao crime, o autor passou a dizer a comerciantes da região que havia “matado um inseto”, em referência à vítima, e ainda fez ameaças, afirmando que esse seria o destino de quem não o obedecesse.
O suspeito, de 21 anos e com extensa ficha criminal, foi localizado e levado à delegacia especializada, onde confessou o crime. Apesar disso, alegou legítima defesa, afirmando que a faca pertenceria à vítima, que teria tentado atacá-lo, versão que, segundo a polícia, não se sustenta diante dos elementos apurados.
A Polícia Civil indiciou o suspeito por homicídio qualificado por ter impossibilitado a defesa da vítima. A polícia ainda realiza diligências, como oitiva de testemunhas, análise de câmeras de segurança e conclusão de laudos periciais, para solicitar à Justiça a prisão preventiva.
O caso havia sido registrado inicialmente como homicídio simples e é tratado como execução após o avanço das investigações.
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