Remédio contra câncer de até R$ 27 mil deve chegar ao SUS com produção no Brasil
Imunoterapia avançada hoje restrita pode ser ampliada para mais tipos da doença
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o medicamento pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda, passará a ser produzido no Brasil e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa envolve uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil, com a promessa de ampliar o acesso ao tratamento e reduzir custos.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O Ministério da Saúde anunciou que o pembrolizumabe (Keytruda), medicamento imunoterápico utilizado no tratamento de mais de 30 tipos de câncer, será produzido no Brasil através de parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil. Atualmente disponível no SUS apenas para casos de melanoma, o medicamento, que custa cerca de R$ 27 mil por frasco na rede privada, poderá ter sua indicação ampliada para tratamento de cânceres de esôfago, colo de útero, pulmão e mama triplo negativo, após avaliação da Conitec prevista para abril.
Considerado um dos imunoterápicos mais avançados no combate ao câncer, o medicamento pode ser usado em mais de 30 tipos da doença. Hoje, no SUS, ele está disponível apenas para casos de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
A expectativa do governo é ampliar o uso do remédio na rede pública. Com a produção nacional, a Conitec deve avaliar a inclusão para outros quatro tipos de câncer: esôfago, colo de útero, pulmão e mama triplo negativo. A análise está prevista para abril.
Na rede privada, o custo do tratamento é alto e chega a cerca de R$ 27 mil por frasco, o que limita o acesso. Sem essa incorporação mais ampla no SUS, muitos pacientes só conseguem o medicamento por meio de ações judiciais ou pedidos específicos às secretarias de saúde.
Com a fabricação no país, a aposta é reduzir o preço e ampliar o número de pacientes atendidos. A estratégia segue uma lógica direta: produzir aqui para gastar menos e depender menos da importação. A dúvida, como sempre, é execução.


