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Saúde em Equilíbrio

Acordo entre Brasil e Paraguai mira remédios ilegais e deve afetar fronteira

Regulação conjunta tenta frear entrada de produtos irregulares, cada vez mais comuns na região

Por Ângela Kempfer | 26/03/2026 17:27
Acordo entre Brasil e Paraguai mira remédios ilegais e deve afetar fronteira
Acordo foi assinado entre diretor da Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria do Paraguay (à esquerda) e diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Foto: Divulgação)

Um acordo firmado entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria acendeu o alerta para um problema que já é rotina na fronteira de Mato Grosso do Sul: a entrada de medicamentos irregulares vindos do Paraguai. A parceria, assinada nesta semana no Rio de Janeiro, prevê troca de informações, atuação conjunta e reforço na fiscalização sanitária entre os dois países.

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Brasil e Paraguai firmaram acordo de cooperação para combater a entrada irregular de medicamentos na fronteira. A parceria entre a Anvisa e a Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria prevê troca de informações e fiscalização conjunta, visando especialmente produtos como anabolizantes e as "canetas emagrecedoras". O impacto será sentido principalmente em cidades fronteiriças como Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, onde o comércio irregular de medicamentos é frequente. A medida busca criar barreiras técnicas mais eficientes contra produtos falsificados ou sem registro, tratando a questão como problema de saúde pública.

Embora o texto não cite estados, o impacto recai diretamente sobre cidades como Ponta Porã, onde o fluxo de produtos atravessa a fronteira diariamente. Hoje, além das apreensões de drogas, um dos itens mais comuns retidos por fiscalização são medicamentos, principalmente anabolizantes e outros produtos sem registro no Brasil.

Nos últimos meses, um novo fenômeno entrou nesse radar: as chamadas “canetas emagrecedoras”. Fabricadas do outro lado da fronteira e usadas para perda de peso, elas viraram febre na região justamente pelo preço mais baixo, chegando a custar até 60% menos que no mercado brasileiro. O problema é que muitas dessas unidades entram sem controle sanitário, sem garantia de origem e fora das regras da Anvisa e já foram proibidas pelo órgão brasileiro..

O acordo entre os dois países tenta justamente fechar essa brecha. A ideia é integrar dados e métodos de fiscalização para identificar produtos falsificados, ilegais ou fora dos padrões exigidos, criando uma barreira técnica mais eficiente contra esse tipo de comércio.

Na prática, a medida ainda é uma base de cooperação, não uma operação imediata.



 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.