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Artes

Ícones da TV vêm a MS e filme quer explodir nos cinemas do país

Comédia romântica tem Cláudia Ohana, Nany People, Maria Clara Gueiros e Shirley Cruz no elenco

Por Clayton Neves | 13/03/2026 06:32
Ícones da TV vêm a MS e filme quer explodir nos cinemas do país
Maria Clara Gueiros e Nany People estão no elenco. (Foto: Render Brasil)

Com elenco que reúne nomes conhecidos da televisão brasileira e uma equipe majoritariamente sul-mato-grossense, a comédia romântica “Não me Lembro” surge como uma das maiores apostas do Estado para disputar espaço no cinema nacional.

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O filme "Não me Lembro", dirigido pelo sul-mato-grossense Fábio Flecha, promete ser a maior produção cinematográfica já realizada integralmente em Mato Grosso do Sul. Com elenco que inclui Cláudia Ohana, Nany People e Maria Clara Gueiros, a comédia romântica conta a história de Téo, um arquiteto que perde dez anos de memória após um acidente. A produção, que envolve cerca de 100 profissionais, teve origem em um curta-metragem de 2015 e ganhou impulso através da Lei Paulo Gustavo. O filme aborda temas como preconceito e identidade, com previsão de estreia para 2027, após participação em festivais nacionais e internacionais, incluindo Cannes.

O longa, gravado em Mato Grosso do Sul, conta com artistas como Cláudia Ohana, Nany People, Maria Clara Gueiros e Shirley Cruz no elenco e deve se tornar a maior produção cinematográfica já feita integralmente no Estado.

Com cerca de duas horas de duração previstas, o filme está sendo dirigido pelo cineasta sul-mato-grossense Fábio Flecha e a produção envolve aproximadamente 100 profissionais diretamente.

Para Flecha, o projeto representa um novo momento para o audiovisual regional. “É a maior produção que já fizemos até hoje e, possivelmente, uma das maiores feitas totalmente no Estado”, afirma.

Ícones da TV vêm a MS e filme quer explodir nos cinemas do país
Produção é majoritariamente com profissionais de Mato Grosso do Sul. (Foto: Render Brasil)

Apesar de começar a ser gravado apenas agora, o projeto tem uma longa história. O embrião do filme surgiu ainda em 2014, quando o ator e roteirista Bruno Mozer apresentou a ideia inicial.

Segundo Flecha, a proposta partia de uma situação curiosa envolvendo perda de memória. Ideia que virou primeiro curta-metragem produzido em 2015. “Era um drama e teve boa circulação em festivais, principalmente fora do Brasil”, lembra o diretor.

Com o tempo, a equipe percebeu que a história poderia ganhar novas camadas e ser transformada em um longa. O roteiro passou por diferentes versões ao longo dos anos, até chegar ao formato atual.

Ícones da TV vêm a MS e filme quer explodir nos cinemas do país
Previsão de lançamento é para 2027. (Foto: Render Brasil)

O impulso definitivo veio em 2025, quando a produção foi contemplada em edital da Lei Paulo Gustavo, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. “Esse apoio permitiu desenvolver melhor o roteiro e fortalecer o projeto”, explica.

O texto ainda recebeu consultoria do roteirista César Amorim, conhecido por comédias como Vai que Cola e Tapas e Beijos. “O trabalho dele foi revisar e sugerir melhorias na narrativa”, resume Flecha.

Embora a produção tenha convidado artistas conhecidos nacionalmente, a base do filme é formada por profissionais de Mato Grosso do Sul. O protagonista Téo é interpretado por Bruno Mozer, que divide o elenco principal com Leandro Marques, Priscila Godóy e Espedito Di Montebranco.

Para ampliar a visibilidade da produção, o longa também conta com participações de artistas experientes da comédia brasileira, como Jarbas Homem de Mello, além de Nany People e Maria Clara Gueiros. O elenco ainda inclui Cláudia Ohana e Shirley Cruz.

Ícones da TV vêm a MS e filme quer explodir nos cinemas do país
Texto recebeu consultoria do roteirista César Amorim, conhecido por comédias como Vai que Cola e Tapas e Beijos

Segundo o diretor, a presença desses nomes ajuda a dar alcance nacional ao projeto. “Eles trazem experiência e ajudam a projetar o filme para um público maior”, avalia.

A história acompanha Teo, um arquiteto que vive um momento importante na carreira, mas enfrenta conflitos pessoais. Casado, ele também lida com a rejeição do pai, que não aceita sua orientação sexual.

Tudo muda quando o personagem sofre um acidente de carro e perde cerca de dez anos da memória.“Ele volta a um período da vida em que ainda não tinha se assumido”, explica  Flecha.

A partir desse ponto, diferentes pessoas tentam influenciar as decisões do protagonista. O pai tenta moldá-lo ao modelo de vida que considera ideal, enquanto o marido luta para reconquistar o companheiro. Ao mesmo tempo, uma amiga próxima vê a situação como chance de revelar sentimentos antigos.

Segundo o diretor, essa disputa emocional é o motor da comédia. “A confusão do filme nasce das pessoas tentando decidir quem ele deve ser”, antecipa.

Apesar do tom leve, o longa aborda temas atuais, como preconceito, identidade e convivência entre diferentes estilos de vida. “Falamos de assuntos sérios, mas de maneira leve, sem ser um filme panfletário”, afirma.

Ícones da TV vêm a MS e filme quer explodir nos cinemas do país
Longa envolve cerca de 100 pessoas diretamente. (Foto: Render Brasil)

As gravações acontecem ao longo de cinco semanas e reúnem uma grande estrutura de produção. Em alguns dias, o set chega a concentrar dezenas de pessoas trabalhando simultaneamente.“É um processo intenso, com equipe técnica, atores e figurantes trabalhando juntos”, comenta Flecha.

Após o término das gravações, previsto para o início de abril, a equipe iniciará o processo de edição do material. A primeira etapa será preparar uma versão de apresentação do projeto.

A ideia é levar o filme para o mercado internacional de audiovisual realizado durante o Festival de Cannes, na França, onde produtores buscam distribuidores e parceiros comerciais.

Depois de finalizado, o longa deve circular por festivais de cinema no Brasil e no exterior antes da estreia comercial.

A previsão inicial é que “Não me Lembro” chegue às salas de cinema em 2027. “Queremos mostrar que o Estado tem profissionais capazes de realizar cinema em grande escala”, conclui.

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