'Loucas das árvores': todo ano mãe e filha caçam ipês pelos bairros
O gosto pela observação das flores foi passado de geração em geração, e elas mantêm a tradição sem falhar

Laura Beatriz Antônio Garcia, de 23 anos, e a mãe, Cláudia Antônio, de 45, transformam a rotina em uma caça ao tesouro colorida por Campo Grande. A missão anual da dupla é encontrar os ipês mais floridos para registrar e, principalmente, admirar as flores. Laura não tem vergonha em admitir que se acha “a louca das árvores”.
RESUMO
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Em Campo Grande, Laura Beatriz Antônio Garcia, 23 anos, e sua mãe, Cláudia Antônio, 45, celebram a chegada da florada dos ipês com um ritual anual: percorrem a cidade em busca das árvores mais exuberantes para admirar e fotografar. A confeiteira e a arquiteta, moradoras do bairro Tiradentes, têm especial predileção pelos ipês amarelos, considerados por elas os mais belos exemplares. A tradição familiar, passada de mãe para filha, despertou em Laura uma paixão singular pelas árvores da cidade. Além dos ipês, ela admira flamboyants, paineiras e primaveras, destacando exemplares imponentes na Avenida Afonso Pena, Rua Mato Grosso e na UCDB. Para Laura, essa conexão com a natureza e as cores vibrantes de Campo Grande fortalecem seu vínculo com a cidade, tornando-a um lugar único e especial.
A confeiteira e a arquiteta moram na região do Tiradentes e todos os dias saem de casa de olho nas árvores da cidade. A época mais aguardada é a florada de ipês amarelos. Para elas, esse é o mais bonito de todos. A tarefa é algo que diverte e encanta mãe e filha.
“Eu fico esperando o ano inteiro pra poder tirar foto dos ipês. Sou louca por árvores, tenho várias específicas na cidade que sou apaixonada. Amo todos, mas o amarelo tem meu coração. A gente sai procurando onde tem os ipês amarelos pra tirar fotos. Começamos agora, mas estávamos contando os dias”, conta Laura.
A paixão por ver os ipês foi passada de mãe para filha. Todos os anos, Cláudia levava a filha ainda pequena para observar. Laura pegou gosto e nunca mais abandonou o hobby. Até hoje, as duas compartilham o amor pelas pétalas amarelas.
“Minha mãe é apaixonada por ipês e, desde pequena, ela sempre me levou pra ver. Não vejo gente da minha idade falando sobre. Acho que, de modo geral, as pessoas não prestam atenção nas belezas da natureza, independente da idade. Creio que eu só sou assim por causa da minha mãe e da minha avó, que amam tudo que envolve a natureza. Amo os flamboyants, as paineiras, as primaveras”, comenta Laura.
A jovem pontua que adora ver grandes árvores pela cidade, principalmente na Avenida Afonso Pena, na Mato Grosso e na dentro da UCDB.
“Todo ano eu vou lá pra ver a árvore florida. Só pra ver mesmo. Nem preciso tirar foto, só pra bater o olho e ficar apaixonada. Às vezes, não tiro foto. A gente fica monitorando algumas. Sempre vemos essa na Rua Estrela do Sul, uma na Marquês de Pombal e uma na Rua Marquês de Lavradio. Tinha um ipê rosa na José Nogueira Vieira, de 50 anos; ele caiu. Eu amava. Tem uma dentro da UCDB que é gigante, é centenária, e eu sou apaixonada também.”
Para a jovem, essa paixão por Campo Grande, pelas suas árvores e suas cores, é o que mantém apegada à cidade. “Eu sou apaixonada por aqui. Eu conheço alguns outros estados e outras cidades, mas não me vejo morando em outro lugar. Eu amo esse estado e essa cidade.”
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