Dia ensolarado promete muito samba no 1° desfile das escolas de samba
Muito sol, céu azul de poucas nuvens e uma temperatura agora de 30 graus, que deve prevalecer durante a noite. O primeiro dia do desfile das escolas de samba de Corumbá reserva ao grande público um espetáculo inesquecível (e, ao que tudo indica, sem imprevistos climáticos) na passarela do samba, a partir das 20h.
RESUMO
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O primeiro dia do desfile das escolas de samba de Corumbá promete um espetáculo grandioso, com temperatura de 30 graus e céu limpo. Dez agremiações se apresentarão em dois dias na Avenida General Rondon, começando com a Vila Mamona, tradicional escola com 14 títulos consecutivos. As escolas enfrentaram dificuldades financeiras, recebendo R$ 900 mil do Governo do Estado e R$ 808 mil da prefeitura. Apesar dos desafios, o presidente da Liesco, Zezinho Martinez, garante que será um dos melhores carnavais do Estado, com apresentações ricas em cultura e tradição.
No ano passado, uma chuva inesperada danificou carros alegóricos e alegorias de algumas escolas e a abertura do desfile acabou sendo adiado e suspensa e sem contagem de pontos. A disputa do título é retomada esse ano sem o critério de decesso. A formação dos grupos A e B deve volta a ser discutida em 2027.
Entram esta noite na Avenida General Rondon, pela ordem, as escolas Vila Mamona, A Pesada, Major Gana, Acadêmicos do Pantanal e Caprichosos de Corumbá. Amanhã, desfilam as outras cinco: Imperatriz Corumbaense, Estação Primeira do Pantanal, Império do Morro, Marquês de Sapucaí e Mocidade da Nova Corumbá.
Faltou dinheiro - Esse ano as agremiações trabalharam seus enredos nos últimos meses com a liberação de recursos públicos (R$ 900 mil do Governo do Estado e R$ 808 da prefeitura), liberados a partir de novembro de 2025, e tiveram dificuldades com o orçamento apertado.
O presidente da Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá), Zezinho Martinez, disse que a verba reduzida (foi solicitado R$ 1,1 milhão) do Estado impactou a montagem das escolas, as quais, segundo ele, “foram salvas” por uma emenda parlamentar de R$ 500 mil, que chegou ainda em 2025.
“Apesar de todas as dificuldades, as escolas estão prontas e, com certeza, faremos um dos melhores desfiles na avenida, comprovando que temos o melhor carnaval do Estado”, garantiu Martinez.
Vila dá o abre-alas – Uma das escolas de samba mais tradicionais de Corumbá, fundada em 1981 e com 14 títulos consecutivos, a Vila Mamona volta à avenida, abrindo o espetáculo, com a promessa de resgate do seu melhor carnaval, depois de passar por dificuldades administrativas nos últimos anos.
Com 650 componentes, 18 alas e quatro carros alegóricos, a escola defenderá o enredo “O sopro sagrado que gera a vida – a mística tupi na criação do mundo”, dentro de sua linha de preservar e promover a cultura afro-brasileira, que tem forte raiz na cidade, onde mais de 60% da população é afro descendente.
Na sequência, desfila A Pesada (1970), transformando a passarela em um universo lúdico da infância com o enredo “Voar é com os passarinhos; sonhar é com A Pesada”. A escola, com 1.000 componentes, 14 alas e três carros alegóricos, contará a história de um personagem adulto que, ao adormecer, revive lembranças da sua infância.
Terceira escola a desfilar, a Major Gama, fundada em 1989 e campeã do carnaval de 2007. Com o enredo “Do invisível ao brilho: um futuro sustentável”, promete sacudir o público com um canto ao planeta e à terra pantaneira. Sua formação terá 600 componentes, três carros alegóricos e 18 alas.
A Acadêmicos do Pantanal, fundada em 2001, se apresentará com um tema às vezes controvertido devido a contravenção, como o jogo do bicho: “embaralhe as cartas, gire a coleta, role os dados, a sorte está lançada”. Terá 600 componentes, quatro carros alegóricos e 16 alas.
Fechando a primeira noite, entra na avenida a Caprichosos de Corumbá (2005) com o enredo “No coração de cada lenda reside uma verdade oculta esperando ser descoberta”, com 700 componentes, 10 alas e quatro carros alegóricos. A escola, que tem como símbolo a onça-pintada, abordará o tema indígena contando uma lenda ancestral.
Desfile cansativo – Na noite de sábado, o desfile de onze blocos oficiais durou mais de seis horas na Avenida General Rondon, com o público dispersando na madrugada devido a longa maratona, onde prevalece a mesmice na apresentação das agremiações: um abre-alas, duas ou três alas e a bateria, com pouca criatividade.
O desfile, encerrado depois das 2h da madrugada deste domingo, foi aberto pelo bloco Afro Samba Reggae. Na sequência, passaram pela avenida: Águia da Vila, Clube dos Sem, Flor de Abacate, Os Intocáveis, Praia Bola e Cerveja. Arthur Marinho, Bola Preta, Oliveira Somos Nós, Nação Zumbi e Vitória Regia.
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