Entre novos e veteranos, Expogrande ativou nostalgia e elo com o campo
Exposição começou nesta quinta-feira (03)com entrada gratuita e programação segue até o dia 12
Entre estreantes e veteranos, famílias inteiras participaram da noite de abertura da 85ª edição da Expogrande, que abriu os portões do Parque Laucídio Coelho na noite desta quinta-feira (3).
Opção de lazer, a feira agropecuária foi oportunidade para resgatar memórias de tempos passados e criar novas histórias em família. Teve quem voltou depois de anos, pais levando filhos pequenos pela primeira vez e turistas que aprovaram a experiência.
“Antigamente, era pavilhão de boi e churrascaria pra todo lado. Hoje a coisa mudou, o pessoal vem mais pensando nos shows”, lembra Agmar Petinari, de 63 anos. Ela e o marido, Jadenir Petinari, de 60 anos, voltaram à feira após uma década de ausência.

O casal, natural de Campo Grande, fala com carinho da época em que as famílias chegavam cedo para aproveitar o dia todo. “Lembro que, há 30, 40 anos, tinha uma hípica com corridas de cavalo na frente do Parque. Nem existia a avenida ainda. Os arredores congestionavam desde a Avenida Costa e Silva. Era muita gente, uma loucura boa”, lembra Jadenir. “Hoje, a gente está vendo isso voltar. Muito bom”, completa.
O casal Eidy e Alexandre Duarte viu na feira a oportunidade de viver com as filhas Bianca, de 16 anos, e Clara, de 14, momentos que tiveram com os pais na infância.
"Eu vinha quando era criança com meus pais, e hoje venho com minhas filhas. Acho importante passar essa cultura, até para que elas tenham informação sobre o lugar onde moram", explica.
O marido concorda. "Estamos na Capital do Pantanal e muitas vezes a gente acaba vivendo só a urbanização. Não vemos o gado, as ovelhas que tem aqui, por exemplo. Então, a gente traz para que elas conheçam e saibam dessa importância", completa.
Para as adolescentes, o programa de família também foi oportunidade para agregar conhecimento. "Ver os animais de perto, passar a mão, isso é muito legal, apesar do pouquinho de medo que dá", comenta Bianca. "Eles são muito grandes, fiquei chocada. Sempre via pelo celular ou quando estudava, mas ter esse contato é bem diferente", completa Clara.
Se para os casais Petinari e Duarte a Expogrande foi um reencontro com o passado, para a assistente de negócios Danielle Faria, de 33 anos, o evento foi construção de novas lembranças com as filhas gêmeas, Analu e Maria Antônia, de 2 anos.

“Desde pequena eu venho. Agora é a vez delas. Hoje mesmo, na escola, falei que íamos ver o boizinho e elas ficaram empolgadas”, conta Danielle. Junto com o marido, Reginaldo, eles se reuniram no espaço da Fazendinha, uma área criada para aproximar crianças dos animais e das atividades do campo.
“É muito legal ter esse evento, que é pra adulto, mas também pensa nos pequenos”, completa Reginaldo, que hoje trocou os shows pela missão de pai, mas com o mesmo entusiasmo de quando ia curtir com os amigos.
A família de Aline Fiorelini e Marcelo de Lima viveu a Expogrande pela primeira vez. Vindos de Minas Gerais, estão em Campo Grande há apenas oito meses. “A gente está encantado. Muito bem organizada, cheia de novidade, muita tecnologia”, diz o filho Kauan, de 19 anos. Já Marcelo, que trabalha como gerente de fazenda, planeja expor gado leiteiro nos próximos dias. “Mesmo sendo nossa primeira vez, já nos sentimos parte”, pontua.
Artesanato que representa o Pantanal -E nem só de comida e animais é feita a Expogrande. Entre os stands, galeria de artesanato foi um convite conhecer à criatividade da cultura sul-mato-grossense, e uma oportunidade de levar uma lembrancinha pra casa.
A artesã Janaina Ocampos participa pela primeira vez da feira, com peças que representam o Pantanal em forma de crochê. Ela faz amigurumis, bichinhos de crochê criados a partir de fotos reais da fauna local. “Eu faço tuiuiús, araras, capivaras, jacarés, cobra. Já exportei para mais de dez países. As crianças, às vezes, nem sabem o nome dos bichos daqui, então, existe um trabalho didático também”, explica.
Outra expositora, a artesã Guilhermina Batista, veio de Corumbá para mostrar o trabalho que há nove anos faz na Cidade Branca. Lá, ao lado de outras mulheres, ela transforma pele e escama de tilápia em bolsas, colares e chaveiros. "É uma arte bonita, que reaproveita e ainda ajuda na renda de várias famílias”, conta.
Com mais de 200 expositores cadastrados, segundo a Acrissul, a abertura da Expogrande também teve apresentação da dupla Mato Grosso e Mathias. A feira segue até o dia 14 de abril.
Confira a programação musical da Expogrande 2025:
3 de abril (quinta-feira): Matogrosso & Mathias
4 de abril (sexta-feira): Matuê, Teto, Wiu, Brandão
5 de abril (sábado): Chitãozinho & Xororó
11 de abril (sexta-feira): Jorge & Mateus
12 de abril (sábado): Hugo & Guilherme, VH & Alexandre.
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