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Meio Ambiente

Animais silvestres interagem com a câmera e roubam a cena

Registros foram publicados nas redes sociais do Projeto Tatu-Canastra no domingo (29)

Por Clara Farias | 30/03/2026 06:59
Animais silvestres interagem com a câmera e roubam a cena
Cachorro-do-mato; veado; saracura-três-potes; e jaguatirica olhando para câmera (Foto: Projeto Tatu-Canastra)

Registro feito no interior de Mato Grosso do Sul mostra que nem todos os animais silvestres passam despercebidos pelas armadilhas fotográficas. Alguns, inclusive, chegam bem perto e encaram a câmera. As imagens foram publicadas nas redes sociais do projeto Tatu-Canastra, ligado ao Icas (Instituto de Conservação de Animais Silvestres) neste domingo (29). O objetivo das câmeras é monitorar o comportamento do tatu-canastra, mas outros visitantes acabaram roubando a cena.

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Armadilhas fotográficas instaladas no interior de Mato Grosso do Sul pelo Projeto Tatu-Canastra registraram animais silvestres encarando as câmeras. Espécies como jaguatirica, cachorro-do-mato e quati foram flagradas. O projeto monitora o tatu-canastra, maior tatu do mundo, que cava novas tocas a cada três noites, criando abrigos para mais de 100 espécies de vertebrados e 300 de invertebrados.

Entre os “flagrados”, aparecem espécies como cachorro-do-mato, jaguatirica, quati, veado, tamanduá-mirim, saracura-três-potes e irara, muitos deles olhando diretamente para o equipamento, como se posassem para a foto. “Ops… fomos descobertos!”, brinca a publicação.

“Instalamos armadilhas fotográficas para revelar os hábitos discretos do tatu-canastra… mas alguns visitantes ficaram curiosos demais e chegaram bem pertinho da lente”.

Animais silvestres interagem com a câmera e roubam a cena
Tatu-canastra olhando para câmera (Foto: Reprodução/Instagram)

Além das imagens curiosas, o projeto destaca a importância do tatu-canastra para o equilíbrio ambiental. Considerado o maior tatu do mundo, o animal tem papel fundamental na manutenção do ecossistema. Segundo o levantamento, mais de 100 espécies de vertebrados e 300 de invertebrados já foram registradas utilizando as tocas escavadas pelo tatu-canastra ou áreas próximas.

Isso acontece porque o animal cava uma nova toca, em média, a cada três noites, abandonando as anteriores. Essas estruturas acabam servindo de abrigo para outras espécies, oferecendo proteção contra predadores e até acesso a alimento.

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