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Meio Ambiente

Dia Mundial da Anta celebra maior mamífero da América do Sul e serve de alerta

Animal é chamado de “jardineira das florestas” por sua atuação ao dispersar sementes por onde passa

Por Lucia Morel | 27/04/2025 12:45

Chamada de “jardineira das florestas” por sua atuação ao dispersar sementes por onde passa, a anta (Tapirus terrestris) comemora hoje seu dia, lembrado por dezenas de institutos e unidades de conservação. As antas são os maiores mamíferos terrestres da América do Sul e desempenha papel crucial na regeneração das matas. Segundo o IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) elas promovem a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.

“As antas não apenas caminham entre árvores, elas "costuram" os ecossistemas com sua presença. No entanto, apesar de sua enorme importância ecológica, seguem enfrentando diversas ameaças, principalmente devido ao desmatamento, à fragmentação de habitat e aos atropelamentos em rodovias”, citou a postagem do Onçafari, que também comemora a data.

Sobre a vulnerabilidade do animal, é falado que a existência das antas é ameaçada por perda de habitat, atropelamentos e caça. “A conservação dessa espécie é essencial para garantir a saúde e a diversidade do nosso ecossistema”, afirmam as entidades.

Dia Mundial da Anta celebra maior mamífero da América do Sul e serve de alerta
Foto do macho Valente foi batizada como “Depois das chamas, a esperança”. (Foto: Fernando Faciole)

Entre as antas “famosas”, há o Valente e o “Duro de Matar”. O primeiro é uma anta macho que ficou conhecida porque teve as quatro patas queimadas durante os incêndios que atingiram o Pantanal sul-mato-grossense. Foto dele feita pelo fotógrafo Fernando Faciole foi premiada em um dos célebres concursos de fotografia ambiental do mundo, o Environmental Photography Awards, realizado pela a Prince Albert II of Monaco Foundation.

Já Duro de Matar foi personagem do mundo animal que muitos campo-grandenses conheceram, porque vivia perambulando entre parques, terrenos baldios e ruas da Capital. Suas quatro patas, uma delas manca, a levavam longe. Mas em fevereiro deste ano ela foi vítima de atropelamento na BR-163, confirmado por pesquisadores que a monitoravam.

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