Ministra é a 1ª visitante da Casa do Homem Pantaneiro, reaberta “para sempre”
Governo transforma espaço no Parque das Nações fechado há 15 anos em local fixo para educação ambiental
Primeira visitante “ilustre” da Casa do Homem Pantaneiro, reaberta após 15 anos no Parque das Nações Indígenas, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse ter sentido o “gostinho” do que é viver no Pantanal e voltou a falar da importância do bioma como uma das frentes de transformação do Brasil em um país sustentável, contribuindo para a preservação das espécies migratórias. Após a visita, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), revelou como o espaço vai funcionar daqui para frente.
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A Casa do Homem Pantaneiro, localizada no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande, foi reaberta após 15 anos com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O espaço funcionará permanentemente como centro de educação ambiental, pesquisa e turismo, integrando cultura e preservação ambiental. A reabertura coincide com a COP15, conferência que reúne mais de 130 países para discutir a conservação de espécies migratórias. O local oferece programação gratuita até 29 de janeiro, incluindo debates, exposições e atividades culturais, além de contar com auditórios, cinema imersivo e café com comidas típicas.
Durante o passeio, Marina destacou o caráter simbólico e colaborativo da casa, que passa a funcionar como ponto de encontro entre diferentes setores da sociedade. Segundo ela, o espaço representa uma oportunidade de unir cultura, conhecimento e preservação ambiental. “Aqui tem cultura, tem a possibilidade de usar tudo isso sem destruir, com um trabalho colaborativo entre governo federal, estadual, prefeitura, academia e sociedade civil. Aqui não vamos ter fronteiras”, afirmou.
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A ministra também reforçou que a iniciativa dialoga diretamente com os debates internacionais sobre conservação ambiental, especialmente no contexto da COP15 (15ª Conferência das Partes) da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), que acontece em Campo Grande (MS) até o dia 29, destacando a necessidade de garantir a continuidade dos fluxos naturais da vida e a proteção dos animais que pertencem ao planeta e dependem de territórios que vão além dos limites geopolíticos.
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Na sequência, Riedel adiantou que a reabertura da Casa do Homem Pantaneiro não será uma ação pontual. O espaço, segundo ele, passa a integrar de forma permanente a estrutura de educação ambiental do Estado. “Esse espaço vai ser um espaço permanente de educação ambiental”, disse.
O governador ressaltou ainda o potencial do local como instrumento de ensino, pesquisa e turismo. De acordo com ele, a proposta é que estudantes das redes estadual e municipal, além de pesquisadores e visitantes, utilizem o espaço como ambiente de aprendizado sobre o Pantanal e suas relações ecológicas. Além de ser espaço de lazer e para práticas esportivas, o parque abriga o Bioparque Pantanal, o maior aquário de água doce da América Latina e espaço para pesquisas.
A reativação do local ocorre dentro da programação paralela à COP15, que reúne representantes de mais de 130 países para discutir a conservação de espécies migratórias. Enquanto as negociações oficiais acontecem em áreas restritas, o espaço Conexão Sem Fronteiras, na Casa do Homem Pantaneiro, foi criado para aproximar a população das discussões globais.
Aberto gratuitamente ao público a partir desta terça-feira (24), o local oferecerá uma programação diversificada até domingo (29), com debates, exposições, sessões de cinema e atividades culturais. A proposta é traduzir temas técnicos e acordos internacionais em experiências acessíveis, promovendo a conscientização ambiental.
Com estrutura renovada, a Casa do Homem Pantaneiro passa a contar com auditórios, sala de cinema imersiva, área de convivência e café com comidas típicas, além de ambientes voltados à pesquisa e atividades educativas. A arquitetura mantém a inspiração pantaneira, valorizando elementos rústicos e a integração com a natureza ao redor.
Mais do que a reabertura de um espaço físico, segundo o Governo do Estado, a iniciativa marca a criação de um novo elo entre a população e o Pantanal.
O Campo Grande News esteve no espaço mais cedo. Veja como é:
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