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Política

Blocão de 12 deputados garante 3 vagas na CCJR da Assembleia

Articulação foi concluída hoje cedo, definindo grupo para principal comissão

Por Maristela Brunetto e Fernanda Palheta | 24/02/2026 11:19
Blocão de 12 deputados garante 3 vagas na CCJR da Assembleia
Gerson Claro (PP), Lídio Lopes, sem partido, e Fernandes (MDB), integrantes de bloco que reúne metade dos deputados (Foto: Fernanda Palheta)

A articulação de um grupo de 12 deputados, de 6 partidos, resultou em um “blocão” que terá a maior parte das 5 vagas na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), a principal comissão da Assembleia Legislativa. A composição só terá a alteração de um membro, integrante do novo grupo, possivelmente Rinaldo Modesto (Podemos).

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Um grupo de 12 deputados, representando seis partidos, formou um "blocão" que garantirá três das cinco vagas na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), principal comissão da Assembleia Legislativa. A composição inclui nomes como Pedro Caravina (PSDB), Pedro Pedrossian Neto (PSD), Júnior Mochi (MDB) e Paulo Duarte (PSB), além de uma possível substituição por Rinaldo Modesto (Podemos). A CCJR é estratégica por analisar a constitucionalidade dos projetos e ser porta de entrada para outras comissões. O bloco, que reúne metade dos deputados, ampliou sua representatividade e pretende manter a articulação para debater e votar projetos de forma alinhada. A oposição, representada por partidos como PT e PL, criticou a exclusão de minorias na comissão, defendendo a necessidade de contrapontos nos debates. Líderes como Pedro Kemp e João Henrique Catan reivindicaram maior participação para seus partidos, que também possuem três membros na Assembleia.

Seguem como integrantes o atual presidente da comissão Pedro Caravina (PSDB), Paulo Duarte (PSB), Pedro Pedrossian Neto (PSD) e Júnior Mochi (MDB). O quinto membro, no ano passado, era Neno Razuk (PL). O partido dele, PL, hoje com três integrantes, conseguiu manter a vaga em 2025 mesmo perdendo o quarto integrante do que era um bloco, Lucas de Lima (Sem partido).

A comissão é disputada por ser a mais importante na tramitação de projetos, porta de entrada nas comissões e que analisa a constitucionalidade das iniciativas. O PT, com três deputados, José Orcírio Miranda dos Santos, Gleice Jane e Pedro Kemp, aspirava participar, mas ficou de fora, isolado, assim como João Henrique Catan (PL), já que os dois colegas de partido- Razuk e Carlos Alberto David dos Santos, o coronel David (PL) - foram para o blocão liderado por Márcio Fernandes (MDB).

A presença maior também se repetirá em outras comissões. “Nós tínhamos 8 membros e agora a gente passa a ter 12, metade da Assembleia Legislativa pertencendo ao bloco 1. Isso aumenta a nossa representatividade e nos dá o direito regimentalmente de indicar 3 vagas nas comissões, que é o mais importante”, analisou Fernandes. Segundo ele, o grupo permanecerá articulado para debater projetos e votá-los em sintonia.

Líder do grupo tucano, Jamilson Name (PSDB) , disse que o bloco repetirá articulação anterior no último ano do mandato. “Acho que a Assembleia tem um compromisso com a sociedade, um compromisso com o governador Eduardo Riedel. Nós temos ampla maioria e tudo que é bom para o Estado sempre foi aprovado, a gente faz esse entendimento, o governo chama, conversa, explica e aí o nosso Estado cada vez mais está se desenvolvendo”, disse o tucano.

Kemp criticou a forma como foi composta a CCJR, apontando que parlamentares da oposição ao governo também deveriam ter presença na principal comissão, para apresentar “contraponto” nos debates. “Nós vamos continuar insistindo nesse direito das minorias de participar.”

Catan também defendeu que seu partido, igualmente com três membros, deveria ter uma das vagas na CCJR e também nas demais comissões.

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