ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
FEVEREIRO, TERÇA  24    CAMPO GRANDE 27º

Interior

Família de agricultor tem contas bloqueadas para não pagar resgate

Almir de Brum da Silva foi levado sábado e até agora familiares seguem sem prova de vida

Por Helio de Freitas, de Dourados | 24/02/2026 12:01
Família de agricultor tem contas bloqueadas para não pagar resgate
General paraguaio conversa com familiares de Almir de Brum (Foto: Divulgação)

A Fiscalia, órgão equivalente ao Ministério Público brasileiro, decretou nesta terça-feira (24) o bloqueio das contas bancárias de familiares do agricultor Almir de Brum da Silva, de 32 anos, sequestrado há três dias na região de Curuguaty, na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul. A medida é para evitar pagamento do resgate em negociações sem acompanhamento da polícia.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A Fiscalia, órgão equivalente ao Ministério Público brasileiro, bloqueou as contas bancárias dos familiares do agricultor Almir de Brum da Silva, 32 anos, sequestrado há três dias em Curuguaty, Paraguai. A medida visa impedir negociações de resgate sem supervisão policial.O agricultor foi capturado por homens armados durante a colheita de soja na Colônia Yerutí. No local, foram encontrados panfletos do grupo guerrilheiro EPP (Exército do Povo Paraguaio). Forças policiais e militares intensificaram as buscas na região, que inclui a reserva Campos Morombí, mas ainda não há pistas do cativeiro.

Filho do produtor rural brasileiro Valmir de Brum, o rapaz foi levado por homens armados quando trabalhava na colheita de soja na Colônia Yerutí. No local, o pai de Almir encontrou um bilhete com exigências dos sequestradores e panfletos assinados pelo grupo guerrilheiro EPP (Exército do Povo Paraguaio).

O chefe do departamento antissequestro da Polícia Nacional, comissário Juan Pereira, informou que os familiares de Almir só poderão movimentar as contas para gastos cotidianos, sem acesso ao saldo total. “Há uma lei vigente estabelecendo que familiares de sequestrados não podem aceitar qualquer exigência dos sequestradores. Até agora não houve nenhum pedido de resgate”, afirmou.

Sobre a suspeita de o sequestro ter sido praticado pelo grupo terrorista, o comissário disse que não é raro outros bandos se passarem pelo EPP para cometer crimes.

A Polícia Nacional e forças militares coordenadas pelo Ministério da Defesa reforçaram as buscas na área, mas até agora não há pistas que levem ao cativeiro de Almir de Brum. Ontem, a pedido da família, equipes do Codi (Comando de Operações de Defesa Interna) deixaram o local.

O sequestro ocorreu perto da reserva natural Campos Morombí, uma área de 25 mil hectares formada por densa vegetação e localizada entre os departamentos de Canindeyú (fronteira com Mato Grosso do Sul) e Caaguazú.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.