Agricultor é sequestrado na fronteira e suspeita recai sobre guerrilheiros
Almir de Brum foi levado por homens armados e no local havia panfleto assinado pelo EPP
Policiais e militares paraguaios fazem buscas na região de fronteira com Mato Grosso do Sul para tentar localizar o cativeiro do agricultor Almir de Brum da Silva, de 32 anos, sequestrado sábado (21) na região de Curuguaty, no departamento de Canindeyú.
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Este é o segundo sequestro ocorrido na linha internacional em menos de uma semana. Ao contrário do caso da semana passada, no entanto, desta vez a suspeita recai sobre o grupo guerrilheiro EPP (Exército do Povo Paraguaio).
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Filho do produtor de soja brasileiro Valmir de Brum, Almir, de nacionalidade paraguaia, foi levado por homens armados quando trabalhava na colheita de soja na propriedade de sua família, na Colônia Yerutí.
A máquina agrícola usada por ele foi encontrada pelo pai com o motor ligado. No local também foram achados panfletos do grupo terrorista e um bilhete escrito a mão, direcionado a Valmir de Brum.
Forças policiais e militares mandaram efetivos para a região no fim de semana e intensificaram as buscas, mas até agora não há pistas sobre o paradeiro de Almir. O sequestro ocorreu perto da reserva natural Campos Morombí, uma área de 25 mil hectares formada por densa vegetação.
As exigências escritas no bilhete não foram divulgadas. Um cunhado pediu aos sequestradores uma prova de vida de Almir e disse que a família vai cumprir com as exigências.
Hoje, o almirante Cíbar Benítez, ministro do Conselho de Defesa Nacional, afirmou que a prioridade é trazer Almir de volta com vida. “O EPP ainda existe, não é mais como antes, o número de integrantes diminuiu bastante, mas ainda opera”, afirmou.
O governo paraguaio mandou para o local o ministro da Defesa Oscar Gonzáles, que coordena a operação para localizar Almir. De acordo com policiais e oficiais militares, a família do agricultor é pobre, apesar de atuar no plantio de soja na região.
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