Governador reconduz líder e vice-líder e CCJR deve ter mudanças na Assembleia
Articulações entre blocos, bancadas e comissões tiveram início na primeira sessão ordinária de 2026
As articulações políticas para a definição de lideranças, blocos parlamentares e composição das comissões permanentes da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) já ganharam ritmo nesta quarta-feira (4), durante a primeira sessão ordinária de 2026, ano que também será marcado pelo calendário eleitoral. O governador do Eduardo Riedel (PP) reconduziu o deputado Londres Machado (PSD) como líder do governo e o deputado Pedrossian Neto (PSD) como vice-líder, enquanto há expectativa de possíveis mudanças na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), a mais importante da Casa.
RESUMO
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O governador Eduardo Riedel (PP) reconduziu Londres Machado (PSD) como líder do governo e Pedrossian Neto (PSD) como vice-líder na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A decisão foi anunciada durante a primeira sessão ordinária de 2024, marcando o início das articulações políticas do ano. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) pode sofrer alterações em sua composição. Segundo o presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), as definições sobre blocos parlamentares e comissões devem ser concluídas até a próxima semana, quando os trabalhos serão retomados.
O tema foi abordado pelo presidente da Assembleia, deputado estadual Gerson Claro (PP), que desceu ao plenário logo após a abertura da sessão e circulou entre os parlamentares para tratar das articulações em andamento. Segundo ele, a indicação do líder do governo já foi formalizada pelo Executivo.
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“Já começou. O deputado Londres, que é o líder, já foi indicado pelo governador para se manter como líder do governo e o deputado Pedro Pedrossian como vice. O ofício já foi lido. Ele está encarregado de fazer a conversa com os atuais líderes de bloco”, afirmou Gerson Claro.

De acordo com o presidente, os nomes que vão compor os blocos parlamentares e as comissões ainda não devem ser definidos nesta quarta-feira, mas a expectativa é que tudo esteja encaminhado até o início da próxima semana, quando as comissões devem retomar os trabalhos.
“Não deve ter os nomes hoje para os blocos, talvez tenha uma mudança também na CCJR, mas tudo isso vai acontecer nas próximas sessões para estar pronto semana que vem. Algum membro que possa sair, pedir para sair, tem conversa de sair”, completou.
A possibilidade de alteração na CCJR foi confirmada apenas como hipótese pelo presidente da Assembleia e ainda não é consenso entre os parlamentares que integram a comissão. O presidente da CCJR, deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), afirmou que o assunto ainda não foi discutido formalmente.
“Na verdade, ainda não discutimos. Hoje vamos sentar. Eu não sei se é o Neno [Razuk], mas o bloco Neno está desfalcado. Eu não sei quem vai trocar. Agora que as comissões têm que se organizar, se vão manter os mesmos blocos nas comissões e nas comissões em geral. A CCJR é uma delas, a mais importante, mas é uma delas. Eu não decidi ainda”, disse Caravina.
Questionado sobre sua permanência na comissão, o deputado Paulo Duarte (PSB) afirmou que, até o momento, não há informação oficial sobre mudanças, mas que a tendência é seguir como titular. “Ainda não sei oficialmente, mas a tendência é que eu continue”, declarou.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que, por se tratar de um ano eleitoral, a CCJR pode não despertar tanto interesse, já que exige compromisso fixo e presença obrigatória nas reuniões semanais, sempre presenciais. A comissão não permite participação remota, e, em caso de ausência do titular, o suplente é convocado. Esse fator pesa na decisão de deputados que pretendem intensificar agendas de campanha e visitas às bases eleitorais ao longo do ano.
Esse cenário ajuda a explicar declarações como a do deputado Junior Mochi (MDB), que afirmou à reportagem que para ele “tanto faz permanecer ou deixar a comissão”, caso haja necessidade de mudança.

Outro ponto que entrou no debate é a situação do deputado Neno Razuk (PL). Caravina relembrou que a entrada de Neno na CCJR ocorreu quando o PL passou a ter quatro deputados e adquiriu status de bancada, o que garante direito a uma vaga na comissão. À época, o deputado Lucas de Lima, atualmente sem partido, havia se filiado ao PL, fortalecendo a sigla.
Posteriormente, Lucas de Lima deixou a sigla em meio à disputa por vaga partidária, fazendo com que a legenda voltasse a ter apenas três parlamentares e perdesse o status de bancada. Mesmo assim, a composição da CCJR não foi alterada naquele momento, para evitar nova reconfiguração logo após mudanças recentes. Atualmente, conforme lembrou Caravina, o PL não teria mais direito regimental à vaga na comissão.
Atualmente, a CCJR é formada, como membros titulares, pelos deputados Pedro Caravina (PSDB), que preside o colegiado, Junior Mochi (MDB), Neno Razuk (PL), Paulo Duarte (PSB) e Pedro Pedrossian Neto (PSD).
As definições finais sobre blocos, lideranças e possíveis mudanças na CCJR devem ocorrer ao longo das próximas sessões, com a expectativa de que a estrutura esteja definida antes do início das reuniões das comissões na próxima semana.


