Criminoso de alta periculosidade, "Dourado" some após "saidinha" de Natal no Rio
Tiago Vinicius Vieira deixou presídio "pela porta da frente" e não voltou no dia 30, como previsto

Pela segunda vez, criminoso considerado de alta periculosidade com origem sul-mato-grossense deixou a cadeia “pela porta da frente”. Sete anos depois de ser preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, Tiago Vinicius Vieira, conhecido como Dourado, acusado de chefiar grandes assaltos e atuar no tráfico de drogas e armas, está de volta às ruas. Ele é apontado como integrante do TCP (Terceiro Comando Puro), organização com atuação forte em Mato Grosso do Sul.
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Tiago Vinicius Vieira, conhecido como "Dourado", não retornou à prisão após benefício de saída temporária de Natal no Rio de Janeiro. O detento, considerado de alta periculosidade, é um dos 258 internos que não regressaram ao sistema prisional fluminense após o benefício. Com extensa ficha criminal, Dourado é investigado pela Polícia Federal como líder de quadrilha especializada em grandes assaltos. Em 2018, ele já havia escapado do presídio de segurança máxima em Campo Grande. Condenado a mais de 14 anos de prisão, tem histórico de envolvimento com tráfico de drogas, armas e assaltos a estabelecimentos comerciais.
Ele é um dos 1.868 presos do sistema carcerário fluminense beneficiados com a saída temporária para visitar a família no Natal, a chamada “saidinha”. O detento deveria ter voltado à prisão no dia 30 de dezembro, mas está foragido.
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Conforme apuração do jornal O Globo, Tiago é um dos 258 internos dos presídios do Rio de Janeiro que não regressaram após o benefício. Desse total, 150 são integrantes do Comando Vermelho.
Apesar de não fazer parte da maior facção de origem carioca, Tiago Vinícius Vieira é classificado como presidiário de “altíssima periculosidade” pela Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) do Rio de Janeiro.
Esta é a segunda vez que Tiago escapa das mãos da Justiça. Em maio de 2018, ele conseguiu escapar do Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho”, a Máxima de Campo Grande, após romper as grades da cela junto com outros detentos. A ação foi parcialmente frustrada, mas Tiago conseguiu fugir. Um policial militar foi preso suspeito de facilitar a fuga.
Meses depois, em dezembro de 2018, Tiago foi recapturado pela Polícia Federal. Ele utilizava documentos falsos e contava com apoio da organização criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro, drogas sintéticas, joias, celulares e veículos registrados em nome de terceiros.
Ficha corrida – Tiago é nome conhecido pelas forças de segurança de Mato Grosso do Sul. Com extensa ficha criminal, ele foi investigado pela Polícia Federal como líder de uma quadrilha especializada em grandes assaltos. Em maio de 2010, foi preso após participar de um roubo ao Shopping Norte Sul Plaza, em Campo Grande. Na ação, o grupo levou dinheiro e diversas peças de joias de uma joalheria do local, além de valores de um supermercado e de uma agência bancária instalada no shopping.
As investigações apontaram que a quadrilha chegou a montar um “QG” no Jardim Colibri – bairro da região sul da Capital –, de onde planejava ações criminosas, incluindo o ataque a um carro-forte que abastecia uma agência bancária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O plano foi abandonado devido aos riscos, sendo substituído pelo assalto ao shopping.
Na época do crime, Tiago estava em liberdade havia apenas quatro meses, após cumprir pena no Paraná por homicídio e roubo, mas acabou retornando ao sistema prisional.
O criminoso foi alvo ainda da Operação Cérberus, deflagrada pela PF em Mato Grosso do Sul, que investigou crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele chegou a ser condenado a mais de 14 anos de prisão pelos crimes apurados na operação.
Em junho de 2017, quatro pessoas foram presas durante a Cérberus por planejarem a fuga de Tiago da Máxima. Em poder dos alvos, foram apreendidos quatro veículos, seis pistolas, cinco coletes balísticos e R$ 8 mil, que possivelmente seriam usados na ação. Na cela onde Tiago estava preso, ainda foram encontrados três celulares.
As investigações começaram em março, quando Tiago planejou fuga da Penitenciária de Três Lagoas com uso de uma pistola calibre .380. Após esta primeira tentativa, o presidiário foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima da Capital, onde passou a contar com o apoio da namorada e outros três comparsas.
A operação também resultou na prisão do empresário Breno Fernando Solon Borges, à época com 37 anos, filho da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges.
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