Ponte Bioceânica será concluída em agosto, mas acesso depende de R$ 200 milhões
“Estão trabalhando porque ainda tem R$ 50 milhões, mas vai acabar”, diz coordenador
Enquanto a Ponte Bioceânica está a menos de 90 metros para conectar Mato Grosso do Sul e o Paraguai, o corredor rodoviário enfrenta a falta de R$ 200 milhões para as obras de acesso pela BR-267, em Porto Murtinho.
RESUMO
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A construção da Ponte Bioceânica, que conectará Mato Grosso do Sul ao Paraguai, enfrenta um déficit de R$ 200 milhões para obras de acesso pela BR-267 em Porto Murtinho. Embora a ponte principal esteja próxima da conclusão, prevista para agosto, o corredor rodoviário completo só deve ser ativado em 2027. O projeto, que promete reduzir em 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras, está com 31,73% de execução. O Dnit continua as obras com um saldo de R$ 50 milhões, mas a falta de recursos para pontes secundárias, viaduto e terraplanagem põe em risco a inauguração do complexo.
Desta forma, enquanto a ponte principal sobre o Rio Paraguai tem previsão de entrega para agosto, o corredor rodoviário, que liga Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, pode ser ativado somente em 2027.
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De acordo com João Carlos Parkinson, chefe da divisão de integração de infraestrutura do Itamaraty e coordenador nacional do Corredor Rodoviário Bioceânico, faltam R$ 200 milhões para custeio de obras de pontes secundárias, viaduto, terraplanagem e do setor de controle integrado.
“Vou falar um pouco sobre o momento que estamos passando, os desafios que estamos enfrentando, particularmente, sobre a questão de que a gente precisa recuperar os recursos financeiros, que hoje não são suficientes para construir o acesso”, afirma João Carlos.
O coordenador explica que o acesso é responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Por enquanto, as obras seguem porque há saldo de R$ 50 milhões.
“Estão trabalhando porque ainda tem R$ 50 milhões, mas vai acabar. E é preocupante porque a previsão é terminar a ponte em agosto desse ano. Obviamente, haverá pressão para inauguração da ponte. Mas não podemos inaugurar uma ponte sem os acessos”.
O Corredor Bioceânico deverá encurtar em 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras. Em um exemplo prático, a viagem de produtos para a China pode ter redução de 12 a 17 dias. Segundo a Receita Federal, o fluxo inicial estimado é de 250 caminhões por dia. A viagem pelo Oceano Pacífico começa nos portos do Chile.
Nesta quinta-feira (dia 5), em Campo Grande, acontece o seminário “O Sistema TIR [Transporte Internacional Rodoviário] como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico”. O evento é realizado no Bioparque Pantanal. Na prática, as cargas só serão abertas ao final do destino.
Na última terça-feira (dia 3), o DNIT informou que a obra de adequação e construção do acesso à nova ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, está em andamento e contempla a implantação do acesso à Ponte Internacional sobre o Rio Paraguai, contorno rodoviário de Porto Murtinho e construção do Centro Aduaneiro de Controle de Fronteira. Com investimento de aproximadamente R$ 496,9 milhões, o empreendimento está com 31,73% de execução.
Quanto à restauração do pavimento e adequação de capacidade, entre o km 577,8 e o km 678,1, o investimento é de cerca de R$ 254 milhões e os serviços estão 59,7% executados. Mas o Dnit aponta que a entrega está prevista para 2027.
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