Projeto leva cultivo de 2 mil hortas para comunidades indígenas de MS
Os quintais produtivos serão implantados com foco na diversificação alimentar e produção contínua de alimentos

A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em parceria com a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania) vão executar um projeto que prevê a implantação de 2 mil quintais produtivos em 19 comunidades indígenas, distribuídas em 13 municípios do Estado.
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O projeto visa a contar com um novo reforço para a produção de alimentos saudáveis. nas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, que historicamente são impactadas por insegurança alimentar, má nutrição e aumento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.
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A iniciativa busca enfrentar um cenário marcado pelo acesso limitado a alimentos frescos para famílias numerosas que possuem dependência recorrente de cestas básicas, fatores que comprometem a autonomia alimentar e econômica dessas populações.
De acordo com a SEC, o projeto será executado nos municípios de Antônio João, Bela Vista, Dourados, Juti, Laguna Carapã, Caarapó, Maracaju, Tacuru, Paranhos, Aquidauana, Brasilândia, Miranda e Nioaque, contemplando diferentes regiões do Estado.
Será investido no projeto o valor de R$ 564 mil provenientes de recursos do Governo do Estado.
A definição das comunidades e das etnias atendidas será feita por meio de mapeamento social e territorial, em articulação com lideranças indígenas e órgãos parceiros.
Os quintais produtivos, serão implantados com foco na diversificação alimentar e na produção contínua ao longo do ano. O projeto prevê o cultivo de culturas de ciclo curto, médio e perene, escolhidas de forma participativa com as famílias atendidas.
Entre os alimentos previstos estão feijão, milho, mandioca, batata-doce, abobrinha, quiabo, maxixe, melancia e amendoim, além de frutíferas como banana, mamão, abacaxi e acerola.
O manejo será orientado para sistemas produtivos diversificados e consorciados, que permitem melhor aproveitamento do espaço, aumento da qualidade nutricional da alimentação e maior sustentabilidade ao longo do tempo.
A implantação dos quintais começa a acontecer ainda neste mês de janeiro e envolverá uma série de ações práticas junto às comunidades, incluindo:
Seleção e mobilização das famílias prioritárias;
Capacitação em preparo do solo, plantio, irrigação, manejo e colheita;
Orientações técnicas para organização dos espaços produtivos;
Acompanhamento contínuo para garantir produtividade, sustentabilidade e continuidade das hortas.
De acordo com os coordenadores, a metodologia também valoriza os conhecimentos tradicionais indígenas, integrando saberes locais às técnicas de produção agroecológica.
Focos do projeto - Neste primeiro momento, o projeto terá como foco exclusivo a subsistência alimentar das famílias em situação de maior vulnerabilidade social, especialmente aquelas cadastradas em programas sociais e que recebem cestas básicas.
A possibilidade de comercialização poderá ser avaliada futuramente, caso haja excedente de produção.
Nesse cenário, a venda local, a troca solidária entre famílias ou o fornecimento para programas institucionais poderão ser considerados, respeitando o interesse e a realidade de cada comunidade.
A expectativa da secretaria de cidadania é beneficiar diretamente cerca de 2 mil famílias indígenas.
A UFMS atuará como parceira e convenente na execução do projeto, ficando responsável pela capacitação técnica das famílias e pelo apoio direto à produção. A universidade também participará da aquisição de insumos e do acompanhamento técnico para garantir produtividade sustentável e de longo prazo.
Já a SEC será responsável pela coordenação institucional, articulação com as comunidades, acompanhamento da execução e gestão administrativa. Os recursos aplicados na iniciativa são integralmente provenientes da Secretaria de Estado da Cidadania.

