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Capital

Após impugnação e decisão judicial, licitação do Hospital Municipal é retomada

Prefeitura convoca sessão pública para contratação do complexo de saúde

Por Kamila Alcântara | 09/03/2026 16:49
Após impugnação e decisão judicial, licitação do Hospital Municipal é retomada
Projeto do Hospital Municipal de Campo Grande (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de Campo Grande retomou o processo de licitação para implantação do Hospital Municipal após uma série de questionamentos técnicos e também da recente decisão da Justiça que rejeitou uma ação popular contra o projeto.

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A Prefeitura de Campo Grande retomou a licitação para implantação do Hospital Municipal, após questionamentos técnicos e decisão judicial que rejeitou ação popular contra o projeto. A sessão pública de Concorrência Eletrônica está marcada para o dia 10, visando contratar empresa para construção e operação no modelo built to suit. O hospital será construído entre as ruas Raul Pires Barbosa e Augusto Antônio Mira, na região do bairro Chácara Cachoeira, com área de 15 mil metros quadrados e investimento previsto de R$ 268 milhões. A Secretaria Municipal de Saúde negou as impugnações apresentadas, mantendo o edital sem alterações.

Conforme o extrato da Secretaria Especial de Licitações e Contratos, publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (9), as empresas interessadas devem comparecer na sessão pública de Concorrência Eletrônica, marcada para amanhã, dia 10.

O certame prevê a contratação de empresa responsável pela construção, equipagem e operação estrutural do hospital no modelo chamado built to suit, em que a empresa ergue o complexo e o poder público paga pelo uso ao longo do contrato.

Esse processo chegou a ser questionado por meio de impugnação apresentada pelo técnico em gestão pública Márcio Barbosa da Silva, que apontou possíveis inconsistências no edital. Entre os pontos levantados estavam a ausência de fundo garantidor para assegurar os pagamentos da prefeitura, divergências no prazo de execução da obra e a falta de previsão orçamentária para alguns equipamentos e sistemas hospitalares.

Também foram citadas diferenças entre valores de equipamentos, ausência de detalhamento sobre infraestrutura de tecnologia da informação e dúvidas sobre custos de manutenção de equipamentos médicos ao longo do contrato.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) analisou os questionamentos e concluiu que as alegações não procedem. Em resposta técnica, a pasta afirmou que o modelo de contratação adotado não exige fundo garantidor e que os valores apresentados no edital são estimativas preliminares, que podem ser detalhadas nas etapas posteriores do projeto executivo.

O parecer também esclarece que o prazo de 360 dias para entrega da obra é o que prevalece nos documentos principais da licitação e que o contrato prevê reajuste anual da remuneração para preservar o equilíbrio econômico-financeiro do projeto.

Com base na manifestação técnica da Sesau, o agente de contratação responsável pelo processo decidiu negar a impugnação e manter o edital sem alterações.

A retomada da licitação ocorre poucos dias após decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul que julgou improcedente a ação popular movida pelo ex-vereador André Luís Soares da Fonseca, que questionava o processo de implantação do hospital.

O empreendimento está previsto para ser construído em uma área entre as ruas Raul Pires Barbosa e Augusto Antônio Mira, na região do bairro Chácara Cachoeira. O projeto prevê cerca de 15 mil metros quadrados de área construída e investimento estimado em aproximadamente R$ 268 milhões.

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