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Capital

"Vi ele de costas atirando", diz amiga que testemunhou execução na BR-262

Testemunha relatou batidas, queda da moto e tiro após perseguição na rodovia

Por Gabi Cenciarelli e Clara Farias | 30/03/2026 14:37
"Vi ele de costas atirando", diz amiga que testemunhou execução na BR-262
Corpo da vítima foi parar em canteiro da BR-262, na divisa entre Jardim Panorama e Noroeste. (Foto: Juliano Almeida)

"Eu só consegui ver ele de costas. Ele foi rápido, fez o disparo."

RESUMO

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Beatriz Souza de Paula, única sobrevivente da execução de Janaína Sabino de Almeida na BR-262, em Campo Grande, relatou em audiência que viu o atirador apenas de costas. O principal acusado, Guilherme Barrios Pereira Eleutério, deixou o plenário durante o depoimento. O crime teria sido motivado por uma briga em tabacaria. A próxima audiência, com novas testemunhas, está marcada para 11 de maio.

O relato da sobrevivente Beatriz Souza de Paula marcou a primeira audiência de instrução do caso da execução de Janaína Sabino de Almeida, morta na BR-262, em Campo Grande. A testemunha chorou ao relembrar o crime, enquanto o principal acusado, Guilherme Barrios Pereira Eleutério, deixou o plenário durante o depoimento.

Beatriz estava na garupa da motocicleta e foi a única a presenciar a sequência que terminou na morte da amiga.

"Começou com as batidas. Das batidas, a gente acabou batendo numa placa, a gente caiu. Ela ficou desacordada, eu não. Eu consegui ver muito, mas não muito, vi tudo borrado", disse.

Mesmo ferida, ela contou que ainda percebeu o momento do disparo.

"Vi ele de costas atirando", diz amiga que testemunhou execução na BR-262
Janaína Sabino, atropelada e morta com tiro na cabeça, em foto publicada dias antes do crime. (Foto: Reprodução/Facebook)

"Nessa que ele fez o disparo, eu ainda estava com a cabeça... ela caiu aqui nas minhas costas. Eu estava olhando para lá. Nessa que eu olhei para ver, ele já estava de costas indo para o carro", relatou.

Apesar da proximidade, Beatriz afirmou que não conseguiu identificar o autor.

"Não vi ninguém porque eu só vi ele de costas", disse.

O crime aconteceu, segundo estimativa dela, entre 20h e 21h.

Guilherme acompanhava a audiência, mas se retirou durante o depoimento da testemunha. Ele é apontado como autor do disparo. A outra ré no processo, Brunielly Acunha Chimenes, responde em liberdade.

"Vi ele de costas atirando", diz amiga que testemunhou execução na BR-262
Guilherme Barrios Pereira Eleutério, preso pelo crime (Foto: Clara Farias)

Briga antes do crime - Durante o depoimento, Beatriz também detalhou a confusão que antecedeu o assassinato e que é apontada pela investigação como motivação.

Segundo ela, o desentendimento começou em uma tabacaria, após um pedido de licença entre grupos.

"Era uma mesa redonda. Tava o Guilherme, acho que a mulher dele e outra mulher. Elas pediram licença por educação e acho que não gostaram", contou.

A situação evoluiu para provocações.

"O Guilherme começou a provocar, falando que não sabia jogar. A Janaína tomou as dores das amigas e começou a discutir", disse.

Mais tarde, já na rua, houve nova confusão. Alguém teria arremessado uma garrafa contra o carro do acusado.

"Ele desceu já falando que queria matar ela. Nessa, ela apareceu com uma faca e deu as facadas nele", afirmou.

"Vi ele de costas atirando", diz amiga que testemunhou execução na BR-262
Brunielly, acusada pelo crime, saindo do forum (Foto: Clara Farias)

A vítima teria atingido o acusado três vezes antes de deixar o local. Beatriz, porém, disse não saber afirmar se o homem da briga era o mesmo que perseguiu a motocicleta depois.

Próximos passos - A audiência marcou o início da fase de instrução, quando testemunhas são ouvidas antes da decisão sobre levar o caso ao Tribunal do Júri.

Também foi ouvido o policial militar Edson Luiz Félix.

O advogado que acompanhou o réu na audiência, Roberto Medeiros Ferraz, explicou que o processo ainda terá novas etapas.

"Hoje foram ouvidas duas testemunhas de acusação. Na próxima audiência serão ouvidas outra testemunha de acusação e as testemunhas da defesa", disse.

A nova audiência foi marcada para o dia 11 de maio.

"Pode ser que, após essas oitivas, o juiz já possa proferir decisão, mas ainda não sabemos", afirmou.

Segundo ele, o advogado responsável pelo caso é outro profissional que deve assumir a condução nas próximas fases.

A defesa de Brunielly foi procurada, mas não quis comentar.

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