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Economia

Estrutura de gastos engessada e receita menor limitam expansão de investimentos

Impostos rendem menos que o previsto e investimentos ficam abaixo da meta

Por Kamila Alcântara | 30/03/2026 14:53
Estrutura de gastos engessada e receita menor limitam expansão de investimentos
Central do Cidadão, local onde os contribuintes consultam impostos municipais (Foto: Paulo Francis)

A Prefeitura de Campo Grande arrecadou menos do que o previsto em 2025 e também deixou de executar uma parcela significativa dos investimentos planejados para o ano. Os dados constam no balanço da Sefaz (Secretaria Municipal de Fazenda), publicado em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (30).

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Campo Grande arrecadou R$ 4,36 bilhões em 2025, valor R$ 588 milhões abaixo da previsão de R$ 4,94 bilhões, segundo balanço da Sefaz publicado no Diogrande. Os impostos próprios ficaram R$ 637 milhões abaixo do esperado. Dos R$ 619 milhões previstos em investimentos, apenas R$ 341 milhões foram executados. Operações de crédito também decepcionaram: R$ 18 milhões contratados ante R$ 138 milhões previstos. Gastos com pessoal atingiram R$ 1,93 bilhão.

De acordo com o documento, a receita total estimada era de R$ 4,94 bilhões, mas o município efetivamente arrecadou R$ 4,36 bilhões. A diferença negativa é de aproximadamente R$ 588 milhões ao longo do ano.

A principal queda ocorreu nas receitas próprias, especialmente nos impostos, que ficaram cerca de R$ 637 milhões abaixo do valor previsto. Esse tipo de arrecadação é considerado um dos pilares do orçamento municipal, por depender menos de repasses externos.

Apesar disso, as transferências correntes, vindas principalmente da União e de outras fontes públicas, superaram a expectativa e ajudaram a equilibrar parcialmente as contas. Esse tipo de recurso somou mais de R$ 2 bilhões no período.

Do lado das despesas, o maior volume de recursos continuou concentrado no pagamento de pessoal e encargos sociais, que alcançaram cerca de R$ 1,93 bilhão. Esse grupo representa a principal fatia dos gastos da administração direta.

Já os investimentos, que incluem obras e aquisição de bens, ficaram abaixo do planejado. Dos cerca de R$ 619 milhões previstos, pouco mais de R$ 341 milhões foram efetivamente executados até o fim do ano.

Outro ponto destacado no balanço é a baixa realização de operações de crédito. Embora houvesse previsão de R$ 138 milhões em financiamentos, apenas R$ 18 milhões foram efetivamente contratados.

Por outro lado, algumas receitas específicas tiveram desempenho acima do esperado. É o caso da contribuição para custeio da iluminação pública, que arrecadou cerca de R$ 191,5 milhões, superando a previsão inicial.

O balanço também registra superávit orçamentário ao longo do exercício, resultado da diferença entre receitas e despesas empenhadas. No entanto, o próprio demonstrativo indica que parte desse resultado está relacionada à execução abaixo do previsto em áreas como investimentos.

Esse documento reúne dados da administração direta do município e segue as normas da Lei nº 4.320/1964, que estabelece regras para elaboração e controle dos orçamentos públicos.

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