Estrutura de gastos engessada e receita menor limitam expansão de investimentos
Impostos rendem menos que o previsto e investimentos ficam abaixo da meta
A Prefeitura de Campo Grande arrecadou menos do que o previsto em 2025 e também deixou de executar uma parcela significativa dos investimentos planejados para o ano. Os dados constam no balanço da Sefaz (Secretaria Municipal de Fazenda), publicado em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (30).
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Campo Grande arrecadou R$ 4,36 bilhões em 2025, valor R$ 588 milhões abaixo da previsão de R$ 4,94 bilhões, segundo balanço da Sefaz publicado no Diogrande. Os impostos próprios ficaram R$ 637 milhões abaixo do esperado. Dos R$ 619 milhões previstos em investimentos, apenas R$ 341 milhões foram executados. Operações de crédito também decepcionaram: R$ 18 milhões contratados ante R$ 138 milhões previstos. Gastos com pessoal atingiram R$ 1,93 bilhão.
De acordo com o documento, a receita total estimada era de R$ 4,94 bilhões, mas o município efetivamente arrecadou R$ 4,36 bilhões. A diferença negativa é de aproximadamente R$ 588 milhões ao longo do ano.
- Leia Também
- Central do Cidadão volta a lotar após liberação de boletos do IPTU corrigidos
- Movimento na Central do Cidadão despenca após dia de filas por IPTU
A principal queda ocorreu nas receitas próprias, especialmente nos impostos, que ficaram cerca de R$ 637 milhões abaixo do valor previsto. Esse tipo de arrecadação é considerado um dos pilares do orçamento municipal, por depender menos de repasses externos.
Apesar disso, as transferências correntes, vindas principalmente da União e de outras fontes públicas, superaram a expectativa e ajudaram a equilibrar parcialmente as contas. Esse tipo de recurso somou mais de R$ 2 bilhões no período.
Do lado das despesas, o maior volume de recursos continuou concentrado no pagamento de pessoal e encargos sociais, que alcançaram cerca de R$ 1,93 bilhão. Esse grupo representa a principal fatia dos gastos da administração direta.
Já os investimentos, que incluem obras e aquisição de bens, ficaram abaixo do planejado. Dos cerca de R$ 619 milhões previstos, pouco mais de R$ 341 milhões foram efetivamente executados até o fim do ano.
Outro ponto destacado no balanço é a baixa realização de operações de crédito. Embora houvesse previsão de R$ 138 milhões em financiamentos, apenas R$ 18 milhões foram efetivamente contratados.
Por outro lado, algumas receitas específicas tiveram desempenho acima do esperado. É o caso da contribuição para custeio da iluminação pública, que arrecadou cerca de R$ 191,5 milhões, superando a previsão inicial.
O balanço também registra superávit orçamentário ao longo do exercício, resultado da diferença entre receitas e despesas empenhadas. No entanto, o próprio demonstrativo indica que parte desse resultado está relacionada à execução abaixo do previsto em áreas como investimentos.
Esse documento reúne dados da administração direta do município e segue as normas da Lei nº 4.320/1964, que estabelece regras para elaboração e controle dos orçamentos públicos.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


