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Interior

Investigação pede anulação de seleção de professores em Cassilândia

Apuração vê problemas no edital e questiona contratações temporárias

Por Kamila Alcântara | 11/01/2026 07:28
Investigação pede anulação de seleção de professores em Cassilândia
Estudante realiza atividades de matemática dos anos iniciais (Foto: Reprodução)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades no processo seletivo simplificado da Prefeitura de Cassilândia para contratação temporária de professores e assistentes de apoio da educação básica. A apuração foi formalizada por meio de procedimento preparatório instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca, conforme edital publicado no Diário Oficial do MPMS neste domingo (11).

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga irregularidades no processo seletivo para contratação temporária de professores em Cassilândia. A 1ª Promotoria de Justiça recomendou a anulação imediata do edital, apontando problemas como prazo curto para inscrições e falta de transparência. A investigação questiona a prática recorrente de contratações temporárias sem justificativa excepcional, conforme exige a Constituição. O município, que já responde a decisão judicial sobre o tema, tem cinco dias úteis para informar se acatará a recomendação do MP, sob risco de medidas judiciais.

A investigação tem como foco o edital lançado pela prefeitura no fim de 2025 para contratação temporária de profissionais da educação. No mesmo dia em que tornou pública a abertura do procedimento, o Ministério Público expediu recomendação para que o processo seletivo seja anulado imediatamente.

De acordo com o Ministério Público, o município vem recorrendo a contratações temporárias sem apresentar justificativa que comprove necessidade excepcional, como exige a Constituição. A Promotoria aponta que a prática se repete há anos, mesmo com a existência de cargos vagos e sem a realização de concurso público.

No caso específico do edital investigado, o Ministério Público identificou problemas que, na avaliação da Promotoria, comprometem a transparência e a concorrência. Entre eles estão o prazo curto para inscrição, a divulgação tardia no Diário Oficial do Município, a ausência de informações básicas como número de vagas e remuneração, além da pouca divulgação nos canais oficiais da prefeitura. O processo também ocorreu durante o período de festas e recesso de fim de ano, o que, segundo o MP, dificulta o acesso de possíveis candidatos.

O Ministério Público lembra ainda que Cassilândia já responde a uma decisão judicial que obriga o município a regularizar a contratação de servidores por meio de concurso público.

A gestão municipal deve, em até cinco dias úteis, informar se vai cumprir a recomendação. Caso o município não suspenda o processo seletivo, o Ministério Público poderá adotar medidas judiciais para anular os atos praticados e apurar eventual responsabilidade dos gestores.

O Campo Grande News entrou em contato com a Prefeitura de Cassilândia para um posicionamento oficial sobre o caso, mas ainda não houve retorno. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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