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Interior

Polícia descarta feminicídio em morte de mulher com faca cravada no peito

Janele Feles Valoes morreu na noite de domingo e o companheiro Alípio Drum Alves chegou a ser preso

Por Ana Paula Chuva | 13/02/2026 08:19
Polícia descarta feminicídio em morte de mulher com faca cravada no peito
Janete chegou a ser socorrida pelo filho, mas não resistiu (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul divulgou nesta sexta-feira (13) a conclusão das investigações sobre a morte de Janele Feles Valoes, ocorrida em Selvíria, distante 400 quilômetros de Campo Grande e informou que o caso não se trata de feminicídio, como inicialmente apurado, mas sim de suicídio.

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu que a morte de Janele Feles Valoes, ocorrida em Selvíria, foi suicídio e não feminicídio como inicialmente investigado. O caso havia resultado na prisão preventiva de Alipio Drum Alves, 63 anos, marido da vítima. Laudos periciais e depoimentos, incluindo da médica legista, indicaram características típicas de suicídio, como a faca parcialmente cravada no peito. O filho da vítima revelou que sua mãe enfrentava um câncer e havia manifestado intenções suicidas. Não foram encontrados registros anteriores de violência doméstica entre o casal.

O caso gerou grande repercussão, inclusive com a prisão em flagrante de Alípio Drum Alves, 63 anos, que foi convertida em preventiva durante a audiência de custódia. O idoso chegou a ligar para o filho na noite de domingo (8), afirmando que a esposa havia feito “besteira” e manteve a mesma versão em depoimento na delegacia.

A equipe responsável pela investigação fez novas diligências, colheu depoimentos e teve acesso aos laudos que apontaram que, na verdade, a vítima teria tirado a própria vida.

“Conforme o depoimento da médica legista, acompanhado de laudo necroscópico, foi constatado que a vítima empurrou a faca contra o próprio peito. A faca não estava totalmente cravada, o que é característico de suicídios, em contraste com homicídios ou feminicídios, onde a lâmina da faca geralmente penetra completamente no corpo da vítima. A angulação da facada também sugere que a vítima tenha se autoferido”, diz a nota.

O filho da vítima, que a socorreu, também prestou depoimento e afirmou que a mãe havia confidenciado estar enfrentando um câncer e que teria manifestado intenção de tirar a própria vida. A Polícia Civil informou ainda que não foram encontrados registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal.

Com isso, a Polícia Civil determinou a exclusão da qualificadora de feminicídio e reclassificou oficialmente o caso como suicídio e as diligências foram encerradas. Agora, Mato Grosso do Sul volta a ter apenas dois feminicídios registrados em 2026.

Caso - O crime aconteceu às 20h40 de ontem. Desesperado, o filho da vítima esteve na base de apoio da concessionária Way na MS-112 pedindo ajuda. Ele estava com Janete no carro e a mulher estava com a faca cravada no peito. A equipe de socorristas verificou os sinais vitais, mas ela já estava morta.

A polícia foi acionada e o rapaz contou que recebeu uma ligação do pai pedindo ajuda e dizendo que a mãe dele havia feito uma besteira. Quando chegou à residência, ele encontrou Janete sentada em uma cadeira com a faca no peito. Ele correu e colocou a mãe no carro até a base da Way.

Equipe da Rádio Patrulha ficou na base com o corpo da vítima até a chegada da Polícia Civil e da Perícia.   Em seguida, eles realizaram diligências no assentamento e conseguiram encontrar o suspeito no início da madrugada. Ele foi preso, mas negou o crime, alegando que a vítima estava descontrolada e deu a facada no próprio peito.

O homem foi levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Três Lagoas. Mesmo alegando inocência, Alípio foi autuado em flagrante. Em depoimento, ele alegou que a vítima estava descontrolada e golpeou o próprio peito com a faca que ficou cravada em seu corpo.

Alípio passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva. O advogado  José Pinheiro de Alencar Neto entrou com pedido de liberdade provisória destacando a negativa de autoria e a ausência de histórico de violência entre o casal. Agora o idoso deve ser solto.

Procure ajuda – Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelos telefones 141 e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.

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