Defesa alega ausência de histórico violento para pedir liberdade de feminicida
Alípio Drum Alves, 63 anos, foi preso em flagrante na madrugada de segunda-feira acusado de matar Janete Feles
O advogado José Pinheiro de Alencar Neto entrou com pedido de liberdade provisória para o trabalhador rural Alípio Drum Alves, 63 anos, acusado de matar a esposa Janete Feles Valoes, 45 anos, com golpe de faca. A defesa afirma que o idoso pediu socorro e por 30 anos foi casado com a vítima sem qualquer histórico de violência.
RESUMO
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A defesa de Alípio Drum Alves, 63 anos, acusado de matar a esposa Janete Feles Valoes, 45 anos, com golpe de faca, solicitou liberdade provisória alegando ausência de histórico violento nos 30 anos de casamento do casal. O crime ocorreu no domingo (8), no Assentamento São Joaquim, em Selvíria, Mato Grosso do Sul. O acusado nega a autoria e afirma que a vítima se autolesionou em um momento de descontrole. A defesa argumenta que Alípio chamou socorro e contatou o filho após o ocorrido, além de propor medidas alternativas à prisão preventiva. Este é o terceiro feminicídio registrado no estado em 2024.
O crime aconteceu na noite de domingo (8), na residência do casal no Assentamento São Joaquim, área rural de Selvíria, a 400 quilômetros de Campo Grande. O idoso foi preso horas depois e negou o crime. Ele afirmou em depoimento que a vítima estava descontrolada e golpeou o próprio peito com a faca que ficou cravada em seu corpo.
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A negativa de autoria foi um dos motivos alegados pelo defensor do idoso no pedido de liberdade provisória. O advogado ainda afirma que Alípio precisa trabalhar para sua própria subsistência e que foi casado com Janete por mais de 30 anos.
“Sem notícia até aqui de histórico de violência doméstica, medidas protetivas, registros policiais anteriores ou indícios concretos de reiteração”, diz José Alencar lembrando que o casal tem três filhos e enraizamento no distrito da culpa.
No pedido, José Alencar ainda ressalta que Alípio chamou o socorro e ainda ligou para o filho, “conduta compatível com ausência de risco cautelar, não se extraindo qualquer ato objetivo de intimidação de testemunhas, destruição deliberada de provas ou tentativa real de evasão”, detalha.
Como medidas para substituir a prisão preventiva, o advogado sustenta o monitoramento eletrônico, o recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga, além da proibição de sair da cidade.
3º feminicídio - O crime aconteceu às 20h40 de ontem. Desesperado, o filho da vítima esteve na base de apoio da concessionária Way na MS-112 pedindo ajuda. Ele estava com Janete no carro e a mulher estava com a faca cravada no peito. A equipe de socorristas verificou os sinais vitais, mas ela já estava morta.
A polícia foi acionada e o rapaz contou que recebeu uma ligação do pai pedindo ajuda e dizendo que a mãe dele havia feito uma besteira. Quando chegou à residência, ele encontrou Janete sentada em uma cadeira com a faca no peito. Ele correu e colocou a mãe no carro até a base da Way.
Equipe da Rádio Patrulha ficou na base com o corpo da vítima até a chegada da Polícia Civil e da Perícia. Em seguida, eles realizaram diligências no assentamento e conseguiram encontrar o suspeito no início da madrugada. Ele foi preso, mas negou o crime, alegando que a vítima estava descontrolada e deu a facada no próprio peito.
O homem foi levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Três Lagoas. Mesmo alegando inocência, Alípio foi autuado em flagrante. O caso segue sob investigação. Janete é a 3ª vítima de feminicídio do ano no Mato Grosso do Sul.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
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