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Economia

Acima da média nacional, MS tem a 7ª maior renda domiciliar por pessoa no país

Estado teve rendimento per capita de R$ 2.454, ficando atrás de DF, SP, RS, SC, RJ e PR; média é de R$ 2.316

Por Jhefferson Gamarra | 27/02/2026 15:10
Acima da média nacional, MS tem a 7ª maior renda domiciliar por pessoa no país
Consumidora aguardando atendimento em açougue de mercado da Capital (Foto: Marcos Maluf)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (27) os valores do rendimento nominal mensal domiciliar per capita referentes a 2025 para o Brasil e as unidades da federação. Os dados são calculados com base na PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) e atendem às exigências da Lei Complementar 143/2013, que define critérios de rateio do FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal).

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Mato Grosso do Sul alcançou a sétima posição entre as unidades federativas com maior renda domiciliar per capita do Brasil em 2025, registrando R$ 2.454, valor superior à média nacional de R$ 2.316, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27). O Distrito Federal lidera o ranking com renda de R$ 4.538, seguido por São Paulo (R$ 2.956) e Rio Grande do Sul (R$ 2.839). Na outra extremidade, o Maranhão apresenta o menor rendimento do país, com R$ 1.219 por pessoa. Os dados foram calculados com base na PNAD Contínua, considerando rendimentos de trabalho e outras fontes.

De acordo com o levantamento, Mato Grosso do Sul registrou rendimento domiciliar per capita de R$ 2.454, o que coloca o estado na 7ª posição entre as 27 unidades da federação. O valor está acima da média nacional, fixada em R$ 2.316.

No ranking nacional, o maior rendimento foi verificado no Distrito Federal, com R$ 4.538. Em seguida aparecem São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$ 2.839), Santa Catarina (R$ 2.809), Rio de Janeiro (R$ 2.794) e Paraná (R$ 2.762). Logo após Mato Grosso do Sul estão Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$ 2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).

Na outra ponta, o menor rendimento domiciliar per capita do país foi registrado no Maranhão, com R$ 1.219. Também figuram entre os menores valores Ceará (R$ 1.390), Acre (R$ 1.392), Pará (R$ 1.420) e Alagoas (R$ 1.422).

Acima da média nacional, MS tem a 7ª maior renda domiciliar por pessoa no país

Os números foram obtidos a partir dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando informações das primeiras visitas realizadas pela PNAD Contínua nos quatro trimestres de 2025.

O rendimento domiciliar per capita é calculado pela razão entre o total dos rendimentos domiciliares nominais e o total de moradores. No cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes, e entram na conta todos os moradores do domicílio, inclusive pensionistas, empregados domésticos e parentes de empregados domésticos.

A divulgação dos dados cumpre o que determina a Lei Complementar 143/2013, que estabelece novos critérios de rateio do FPE e exige o envio das informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) para o cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita, utilizados na distribuição dos recursos.

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar amostral realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. O levantamento acompanha, de forma trimestral, as flutuações e a evolução da força de trabalho, além de reunir informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país.

No caso dos rendimentos, as informações sobre trabalho são coletadas em todas as visitas aos domicílios, enquanto as demais fontes de renda são investigadas na primeira e na quinta visita. Para o cálculo anual do rendimento domiciliar per capita, utiliza-se a base da primeira visita.

Durante os anos de 2020 e 2021, houve queda acentuada nas taxas de aproveitamento da coleta, especialmente na primeira visita aos domicílios, em razão do contexto excepcional provocado pela pandemia de Covid-19. As restrições sanitárias, o isolamento social e as dificuldades de acesso às residências impactaram a realização das entrevistas.

Diante desse cenário, para o cálculo do rendimento domiciliar per capita de 2020, 2021 e 2022 foi adotada, de forma excepcional, a quinta visita ao domicílio como referência, substituindo temporariamente o padrão da primeira visita. A partir de 2022 já se observava a recuperação das taxas de aproveitamento das entrevistas, processo que se consolidou em 2023.

Com a normalização da coleta e o retorno aos níveis adequados de aproveitamento das amostras, o cálculo do rendimento domiciliar per capita voltou a utilizar, a partir de 2023, o banco de dados da primeira visita aos domicílios, metodologia mantida na divulgação dos resultados de 2025.