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Economia

Chaminé de 160 metros marca megaprojeto de celulose em Inocência

Estrutura integra sistemas industriais, atende normas ambientais e simboliza avanço do Projeto Sucuriú

Por Inara Silva | 31/01/2026 09:37

RESUMO

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A multinacional chilena Arauco está construindo em Inocência, Mato Grosso do Sul, uma chaminé de 160 metros de altura, equivalente a um prédio de 40 andares, como parte do Projeto Sucuriú. A estrutura é fundamental para o lançamento seguro de gases industriais tratados da nova fábrica de celulose. O empreendimento representa um investimento de US$ 4,6 bilhões, sendo o maior do Brasil e do mundo no setor. Com capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose, o projeto gerará cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos, incluindo atividades florestais e logísticas.



A chaminé da nova fábrica de celulose do Projeto Sucuriú, da multinacional chilena Arauco, se tornou um dos principais marcos do empreendimento em construção em Inocência, município localizado a 331 quilômetros de Campo Grande.  Com 160 metros de altura, a estrutura, em construção, é visível a longas distâncias e pode ser comparada a um prédio de 40 andares. Instalado à margem da rodovia MS-377, a cerca de 50 quilômetros da área urbana da cidade, o complexo industrial representa o maior investimento da história da empresa, com aporte de US$ 4,6 bilhões, o que torna o empreendimento maior do Brasil e do mundo.

Segundo divulgação do Perfil News, a estrutura é responsável por lançar, em altura segura, os gases industriais tratados provenientes da caldeira de recuperação, da caldeira de força e do processo de caustificação, atendendo às normas ambientais. Para garantir estabilidade, foi construída como uma torre de concreto armado, já que estruturas metálicas não se sustentam sozinhas nessa altura. A fundação exigiu uma base altamente reforçada, com uso de cerca de 100 metros cúbicos de concreto em uma única etapa de concretagem contínua, realizada ao longo de nove horas com controle térmico.

Chaminé de 160 metros marca megaprojeto de celulose em Inocência
A chaminé é comparada a um prédio de 40 andares de São Paulo. (Foto: Reprodução/Perfil News)

A divulgação explica que a elevação da torre utilizou a técnica de forma deslizante, conhecida como slip form, que permite a construção contínua da estrutura, 24 horas por dia, até atingir os 160 metros. Ao longo da chaminé, foram criadas aberturas técnicas para a instalação dos dutos internos.

No interior, anéis metálicos sustentam três dutos menores, responsáveis por conduzir os gases industriais de diferentes setores para uma única saída, formando um sistema integrado que garante eficiência operacional e maior controle ambiental.

A dimensão do projeto também se reflete na logística de construção. Grande parte dos equipamentos utilizados na fábrica é importada de 18 países, entre eles China, Alemanha, Finlândia, Índia e Japão, o que exige cronogramas complexos de transporte marítimo e terrestre até o interior de Mato Grosso do Sul. Um dos equipamentos que se destacam é o chamado Balão da Caldeira, com 28 metros de comprimento, seção de três por três metros e peso superior a 500 toneladas.

Para garantir o abastecimento de matéria-prima, a empresa já cultiva cerca de 400 mil hectares de florestas de eucalipto na região.Como praticamente toda a produção será destinada à exportação, a empresa deve construir um trecho de 47 quilômetros de ferrovia para ligar a fábrica à região de Aparecida do Taboado, onde os trilhos da Ferronorte permitem o transporte da celulose até o Porto de Santos.

Chaminé de 160 metros marca megaprojeto de celulose em Inocência
Torre de 160 metros de altura é necessária para lançar, em altura segura, os gases industriais tratados (Foto: Reprodução/Perfil News)

A capacidade de produção anual está estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose e deve contar com a mão de obra de cerca de mil trabalhadores diretamente. Outros dois mil postos de trabalho estarão ligados à logística e aproximadamente três mil às atividades florestais.

O nome do projeto faz referência ao Rio Sucuriú, curso d’água que viabilizou a implantação do empreendimento e será responsável por fornecer água para o funcionamento da fábrica.

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