Medicamentos sobem até 3,81%, peso extra no bolso de consumidor
Medida foi publicada no Diário Oficial da União e definida pela Câmara de Regulação
O reajuste nos preços de medicamentos autorizado pelo governo federal entrou em vigor nesta terça-feira (31) e já preocupa pacientes que dependem de uso contínuo. Com aumento de até 3,81%, consumidores relatam que o custo dos remédios compromete grande parte da renda mensal.
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Reajuste de até 3,81% nos preços de medicamentos entrou em vigor nesta terça-feira (31), autorizado pelo governo federal e definido pela CMED. A medida já preocupa pacientes que dependem de uso contínuo. Uma dona de casa gasta cerca de R$ 500 mensais em remédios, enquanto um aposentado chega a R$ 2 mil por mês. Os novos valores seguem regras da Anvisa e variam conforme a concorrência no mercado.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União e definida pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). A norma estabelece os limites de reajuste com base no nível de concorrência no mercado: até 3,81% para medicamentos com maior competitividade, 2,47% para nível intermediário e 1,13% para os de menor concorrência.
Na prática, o impacto já é sentido por quem precisa comprar medicamentos regularmente. A dona de casa Mônica Monfort, de 54 anos, conta que o filho faz tratamento para ansiedade e depressão e que a falta de remédios na rede pública obriga a família a arcar com os custos. “A gente tem que comprar porque não está tendo no posto. A fluoxetina não tem. Tudo precisa ser comprado na farmácia”, afirma.
Segundo ela, os medicamentos do filho somam cerca de R$ 300 por mês. Com os remédios que ela própria utiliza, também para ansiedade, o valor chega a aproximadamente R$ 500. “No total, vai quase um salário mínimo só com remédio”, relata.
O aposentado Odorico Brás Cacho, de 76 anos, também enfrenta dificuldades. Ele faz uso contínuo de medicamentos e afirma que os gastos mensais são elevados. “Eu gasto entre R$ 1,8 mil e R$ 2 mil por mês. Já teve fase em que chegamos a R$ 2,4 mil”, diz.
Odorico ainda critica a eficácia de programas de desconto. “Tem propaganda, mas quando chega na hora não tem. E quando tem, é mínimo”, comenta.

Conforme a resolução, os reajustes devem respeitar o teto definido pela CMED e ter como base o PF (Preço Fábrica) mais recente divulgado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As empresas só podem aplicar os novos valores se tiverem enviado o Relatório de Comercialização, documento obrigatório com dados de faturamento e vendas.
A norma também determina que os preços sejam amplamente divulgados e não ultrapassem o limite estabelecido. No varejo, farmácias e drogarias devem manter listas atualizadas à disposição dos consumidores, com base no PMC (Preço Máximo ao Consumidor), que varia conforme a carga tributária de cada estado.
Apesar das regras, pacientes afirmam que o reajuste amplia a dificuldade de acesso aos medicamentos, especialmente diante da falta de oferta na rede pública.
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