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Política

Lula confirma Alckmin como vice e oficializa chapa para disputa deste ano

Declaração foi feita em reunião ministerial que marca saída de integrantes do governo para eleições de outubro

Por Ângela Kempfer | 31/03/2026 10:48
Lula confirma Alckmin como vice e oficializa chapa para disputa deste ano
Lula durante encontro com Geraldo Alckmin no Palácio da Alvorada. (Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice na chapa que disputará a eleição deste ano.

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Lula confirmou nesta terça-feira (31) que Geraldo Alckmin será novamente seu vice na chapa para as eleições de outubro. O anúncio foi feito durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, que também marcou o início da desincompatibilização de ministros. Alckmin deverá se afastar do MDIC conforme exige a legislação eleitoral. Lula afirmou que não pretende fazer reforma ampla na equipe e quer manter a estrutura atual até o fim do mandato.

A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em Brasília, que também marca o início da saída de ministros do governo para disputar cargos nas eleições de outubro.

“Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque será candidato a vice-presidente outra vez”, afirmou o presidente. Alckmin atualmente comanda o MDIC e precisará se afastar do cargo para concorrer.

Pela legislação eleitoral, ministros e outros ocupantes de cargos no Executivo devem deixar as funções até seis meses antes do pleito. A regra tem como objetivo evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral e garantir igualdade entre os candidatos.

A exceção é para os cargos de presidente e vice-presidente, que podem disputar a reeleição sem necessidade de afastamento.

A reunião desta terça também marca o início da desincompatibilização de integrantes do governo. Pelo menos parte dos ministros deve deixar os cargos nos próximos dias para disputar eleições.

A orientação de Lula é reduzir ao máximo os impactos dessas mudanças na Esplanada. A tendência é que secretários executivos assumam os ministérios, garantindo continuidade das políticas em andamento.

O presidente afirmou que não pretende fazer uma reforma ampla na equipe e defendeu a manutenção da estrutura atual até o fim do mandato.

“Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro”, disse.

Durante a montagem da chapa, o Palácio do Planalto chegou a cogitar um nome do MDB para a vice-presidência, em tentativa de ampliar alianças. A possibilidade, no entanto, perdeu força diante da resistência interna do partido, que optou por não se alinhar nacionalmente à candidatura.