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Até governo sai em defesa de árbitra de MS alvo de machismo

Por Fernanda Palheta, Anahi Zurutuza e Mylena Frahia | 23/02/2026 06:00
Até governo sai em defesa de árbitra de MS alvo de machismo
Daiane Muniz durante partida do Primavera contra o União São João, na Copa Paulista (Foto: Instagram/Reprodução)

Nota de repúdio – O Ministério das Mulheres e o Ministério do Esporte saíram em defesa da árbitra sul-mato-grossense, Daiane Caroline Muniz dos Santos, de 37 anos, após ataques machistas ao apitar a partida entre Bragantino e São Paulo. Em uma nota de repúdio conjunta publicada neste domingo (22), as duas pastas reiteraram que Daiane é uma árbitra FPF/CBF/FIFA altamente qualificada.

Combate – Os ministérios também ponderaram sobre aproveitar o mal exemplo para enfrentar o machismo estrutural e misoginia (ódio às mulheres). “Um homem na mesma posição jamais seria desqualificado pelo fato de ser homem. Ainda que houvesse discordância sobre sua atuação, sua competência não seria questionada por ser homem. Esse é o ponto central que precisa ser enfrentado”, diz.

Desprezo – A declarações machistas saíram da boca do zagueiro do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, que perdeu partida na noite de sábado (21). Ele afirmou que Daiane Muniz “não tem capacidade de apitar um jogo desse”. “Acho que a Federação Paulista tem que olhar para um jogo desse tamanho e não colocar uma mulher [...]”, também disse. O repúdio foi quase que imediato.

Campanha antecipada – A Justiça Eleitoral de MS proibiu a distribuição de adesivos e de qualquer material gráfico durante o ato “1º Adesivaço Flávio Bolsonaro em Dourados MS”, marcado para o último sábado (21), em Dourados. Por ocorrer em fevereiro, a decisão aponta que a ação configura propaganda eleitoral antecipada. A representação foi apresentada pelo diretório municipal do PT (Partido dos Trabalhadores) contra o vereador Rubens de Gomes Prates, o Sargento Prates (PL), e o diretório estadual do PL (Partido Liberal).

Fiscalização in loco – Além da proibição imediata da distribuição de materiais, o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) expediu mandado de constatação para fiscalização no local do evento e encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral. O descumprimento pode configurar crime de desobediência eleitoral.

Indignado – Nas redes sociais, o organizador do evento, o vereador bolsonarista Sargento Prates afirmou estar “indignado” e classificou a medida do TRE-MS como “desproporcional e seletiva”. Ele declarou em vídeo no Instagram que se tratava de um ato simples, “sem número de candidatura ou pedido explícito de votos”.

“Falta de isonomia” – O parlamentar comparou o caso ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que, no Carnaval do Rio de Janeiro, dedicou seu enredo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Prates argumenta que, apesar das críticas de opositores, não houve suspensão nem penalidade semelhante aplicada ao Partido dos Trabalhadores, como ocorreu no caso do evento em Dourados.

Ampliar – O deputado estadual Renato Câmara (MDB) quer ampliar o critério de renda para as beneficiadas do programa "Cuidar de quem cuida". Hoje o benefício mensal de R$ 900,00 só pode ser concedido para quem comprove renda familiar per capita mensal de até 1/4 do salário mínimo, ou seja R$ 405,00. Na indicação protocolada na Assembleia Legislativa, o parlamentar sugere que a renda mínima seja de até meio salário mínimo, cerca de R$ 900,00.

Limite exagerado – Para o parlamentar, o regramento atual limita o acesso ao programa. “O atual critério de renda per capita fixado em um quarto do salário mínimo tem se mostrado excessivamente restritivo, excluindo famílias que, embora ultrapassem esse limite formal, encontram-se em situação de significativa vulnerabilidade socioeconômica”, justificou.

Latinidade de MS - A deputada federal Camila Jara (PT) voltou a mostrar o papel da moda para marcar um posicionamento. A parlamentar escolheu um look que carrega Mato Grosso do Sul para acompanhar o show do cantor porto-riquenho Bad Bunny, na última sexta-feira (21). O vestido usado tem como estampa a obra "Quatro Estações", do artista Humberto Espíndola, conhecido por retratar a bovinocultura do Estado. "Trajada com as rosas do Humberto Espíndola da @atelierkako para representar a fronteira onde o Brasil foi Paraguai, no espetáculo que vai ecoar pra sempre: somos América", justificou nas redes sociais.