Artesãos levam demandas e desafios para discussão em Campo Grande
O encontro foi no auditório do Museu da Imagem e do Som
Durante a 18ª Semana do Artesão, artesãos de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul participaram, na manhã desta sexta-feira (20), de uma reunião no auditório do Museu da Imagem e do Som.
O encontro reuniu representantes de federações, associações e trabalhadores do setor para discutir as principais demandas da categoria e ajudar a definir políticas públicas para 2026.
A diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, Katienka Klain, explica que o momento é de escuta, principalmente para entender a realidade de quem está no interior do Estado.
“Hoje a Fundação de Cultura tem a função de fomentar e fazer políticas públicas, uma delas é a realização da Carteira Nacional do Artesão, em que nela a gente pode ter o número de artesãos no que existe e quais são a disponibilidade, as necessidades deles. A gente tem a política de comercialização, a geração de renda, através da Casa do Artesão, através das feiras nacionais e até internacionais e também os projetos de capacitação. Na verdade, a gente tem um tripé, que é cadastramento, comercialização e capacitação para os artesãos de Mato Grosso do Sul”.
A reunião foi conduzida pela presidente da Federação das Associações de Artesão de Mato Grosso do Sul, Bia Barros. Segundo ela, o encontro também serve para alinhar as necessidades de cada município.
“Ver com as lideranças municipais que estão aqui na semana do artesão, que é uma oportunidade que nós temos de estar todos unidos para a gente também trabalhar as políticas públicas, para ver como é que está o município deles, qual é as necessidades deles para a gente também estar contribuindo e buscando suportes”.
Representando a Associação de Cerâmica Sol do Vale, de Caarapó, a artesã Solange da Silva Santos Francisco destacou os desafios enfrentados por quem está fora da Capital.
“O que eu espero hoje é apresentar as nossas reivindicações, os desafios do interior na parte de logística, na parte de disseminação das peças, apresentação, na parte também da gente estar na questão dos deslocamentos que é necessário, e a realidade do interior é diferente da realidade da capital”.
De Itaporã, Marlúcia Pereira Alves Morelli contou que o município ainda está avançando na organização do setor. “Nós estamos agora para formar uma associação só de artesões, porque essa nossa associação é mista, tem artesão, tem produtores rurais, então nosso objetivo é formar uma só de artesãos”.
Já em Três Lagoas, o movimento também está começando a se estruturar, segundo Patrícia Ferreira da Silva.
“Eu vim buscar aqui hoje várias indicações também para nos ajudar a ter esse começo. Porque em Três Lagoas está muito rico o artesanato. Temos várias artesãs na cidade e todas elas estão buscando inovar e também participar de outros projetos e outras feiras também fora da cidade. E lá a gente já está conquistando várias feiras também”
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