Quando o fumacê passa, o recado é claro: o mosquito ainda está por perto
Ação percorre quatro bairros nesta sexta e reforça que combate à dengue começa dentro de casa

RESUMO
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No fim da tarde, quando o calor ainda segura o ar e as janelas começam a se abrir, um carro vai cruzar ruas de Campo Grande soltando uma névoa fina. Para muita gente, é só o fumacê. Mas o sinal é outro: o mosquito ainda está circulando — e incomodando.
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Nesta sexta-feira (20), o combate ao Aedes aegypti ganha reforço em quatro bairros da Capital. As equipes do Centro de Controle de Endemias Vetoriais vão passar por Tiradentes, São Lourenço, Caiobá e São Conrado, entre 16h e 22h, no horário em que o mosquito costuma estar mais ativo.
A estratégia é conhecida: a borrifação ultrabaixo volume, o chamado fumacê, que atinge principalmente os mosquitos adultos — especialmente as fêmeas, responsáveis pela transmissão de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya.
Mas o efeito, sozinho, tem limite.
A névoa entra onde consegue — por isso a orientação é simples e direta: abrir portas e janelas. É assim que o inseticida alcança os locais onde o mosquito se esconde, dentro das casas.
Mesmo assim, o fumacê não resolve o problema na origem. Ele elimina quem está voando, mas não toca nos criadouros. Água parada continua sendo o ponto fraco da cidade.
Outro detalhe importante: a operação depende do clima. Chuva, vento forte ou neblina podem interromper o serviço, já que comprometem a eficácia da aplicação.
No fim, o carro passa, a fumaça se dissipa rápido — e fica o lembrete: o combate não acontece só na rua, mas principalmente no quintal.

