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Interior

Com surto em aldeias, Dourados tem ação de porta em porta contra chikungunya

Trabalho começou hoje em bairros da região oeste, onde houve aumento de casos da doença

Por Helio de Freitas, de Dourados | 20/03/2026 09:44
Com surto em aldeias, Dourados tem ação de porta em porta contra chikungunya
Larvas do transmissor da chikungunya e dengue, encontradas durante mutirão (Foto: Flávio Verão/Divulgação)

Com surto de febre chikungunya na Reserva Indígena, onde quatro pessoas morreram neste ano em decorrência da doença, a Secretaria de Saúde de Dourados iniciou uma força-tarefa de combate ao mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue.

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A Secretaria de Saúde de Dourados iniciou uma força-tarefa contra o Aedes aegypti após surto de chikungunya na Reserva Indígena, onde quatro pessoas morreram este ano. As ações incluem visitas domiciliares e orientações à população no Parque do Lago II, região que registrou novos casos positivos da doença. Na Reserva Indígena, onde já existe uma epidemia, foram vistoriados 4.319 imóveis, com 1.004 focos identificados. Segundo a Secretaria de Saúde Indígena, há 936 casos suspeitos nas aldeias Bororó e Jaguapiru, sendo 274 confirmados e três indígenas permanecem internados.

As ações começaram na manhã desta sexta-feira (20) no Parque do Lago II, na região oeste da cidade, onde foram registrados novos casos positivos da doença.

Coordenado pela equipe da Unidade Básica de Saúde do bairro em conjunto com agentes de endemias, o trabalho inclui visitas a residências e estabelecimentos comerciais para orientar a população sobre prevenção e para identificar e eliminar focos do mosquito transmissor.

“Nossas equipes estão trabalhando em horário estendido para combater os focos e, ao mesmo tempo, levar informação à população, mesmo porque a principal forma de acabar com o mosquito é eliminar pontos de água parada que, na maioria das vezes, está no interior das residências”, disse o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo.

Conforme a diretora da Unidade Básica de Saúde, Ana Paula Albertoni, seis casos de chikungunya foram confirmados neste mês entre moradores atendidos no posto, o que reforçou a necessidade de intensificar as ações. “Vamos ter esse contato direto com a população, nas casas e nos comércios, para que entendam sobre a doença e como prevenir”, explicou ela.

As equipes fazem orientações educativas, distribuem materiais informativos, identificam e eliminam focos do mosquito e entregam convites de porta em porta, pedindo engajamento dos moradores nas ações coletivas.

Na segunda etapa, a força-tarefa vai chegar às escolas da região, ampliando o alcance das orientações e envolvendo crianças e adolescentes no combate à doença.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Dourados, a chikungunya é uma doença infecciosa febril, que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus (que também transmite a febre amarela). A principal diferença entre a dengue e a chikungunya é a dor nas articulações, muito mais intensa na primeira.

Com surto em aldeias, Dourados tem ação de porta em porta contra chikungunya
Indígenas com sintomas de chikungunya recebem atendimento em quadra de escola (Foto: A. Frota)

Reserva Indígena – Nas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde, segundo a prefeitura, já existe uma epidemia de chikungunya, 4.319 imóveis foram vistoriados nos últimos dias, com 2.173 locais tratados e 1.004 focos do mosquito identificados, sendo 90% deles em caixas d’água, materiais jogados no lixo e pneus. Foi feita a borrifação com inseticida em 43 imóveis.

O “Informe Epidemiológico Diário” da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) divulgado nesta sexta-feira mostra que já foram notificados 936 casos suspeitos de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados. Até hoje, 274 foram confirmados, 90 descartados e 572 continuam em investigação (aguardando resultado de exame). Três indígenas continuam internados.

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