Às vésperas da COP15, rede hoteleira da Capital registra apenas 40% de ocupação
Apesar da dimensão do evento, a procura por hospedagem ainda não corresponde às expectativas do setor
Faltando poucos dias do início da COP15, a rede hoteleira de Campo Grande ainda apresenta baixa taxa de ocupação. De acordo com dados divulgados pela presidente da ABIH-MS (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Mato Grosso do Sul), Alexandra Corrêa, os 71 hotéis existentes na Capital estão, até o momento, com 40% dos leitos ocupados.
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O evento, que acontece entre os dias 23 e 29 de março, terá seis dias de programação distribuída em diferentes pontos da cidade. A estrutura principal será montada no Bosque Expo, enquanto atividades paralelas ocorrerão no Bioparque Pantanal, na Casa do Homem Pantaneiro, localizada no Parque das Nações Indígenas, e no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes.
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Apesar da dimensão do evento, a procura por hospedagem ainda não corresponde às expectativas do setor. “Acreditamos que a procura pela COP15 deveria ser maior, mas a gente não tem tido muitas reservas, não”, disse Alexandra.
Segundo ela, uma equipe do Ministério do Meio Ambiente esteve na Capital para levantar informações.
“Já chegamos ao total de 2 mil confirmações, nesse volume já deveria ter uma alta procura. A gente sabe que tem presidentes de 7 países”, completou. Alexandra também informou que o ministério realizou uma seleção específica de hotéis para receber autoridades da alta cúpula.
Conforme já divulgado, a Prefeitura de Campo Grande projeta a participação de cerca de 3 mil pessoas, com representantes de mais de 130 países.
“Como existem vários tipos de públicos, montadores, organização e existem outros participantes, todos os hotéis da cidade deveriam ter ocupações alta. A expectativa vai ser melhor caso tenham reservas de última hora, me surpreende se tiver reserva internacional de última hora, porque quem faz uma viagem dessa, se programa antes”, pontuou.
De acordo com o superintendente de turismo da Capital, Wantuyr Tartari, a média anual de ocupação hoteleira em Campo Grande gira em torno de 50%. Para março, com a realização da Conferência, a expectativa é alcançar uma média de 75%.
Como parte da preparação para o evento, funcionários de hotéis passaram por capacitações específicas para atendimento aos visitantes. Além disso, entidades como a ABIH-MS, Abrasel-MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e o Sindha-MS (Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Mato Grosso do Sul) elaboraram um guia com opções de hospedagem, gastronomia e pontos turísticos da Capital.
Segundo projeções da Prefeitura, baseadas no gasto médio diário de visitantes, cada participante deve desembolsar cerca de R$ 684 por dia. Considerando o público estimado, o impacto total pode chegar a R$ 14,3 milhões durante o evento.
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