Águas de Oxalá, Iemanjá e Oxum inspiram fantasias da Deixa Falar
Escola leva sincretismo das águas para samba-enredo e destaca o lado lúdico do elemento no Carnaval

Com o tema “Águas”, a escola de samba Deixa Falar levará para a avenida o sincretismo religioso e o lado bom do líquido símbolo da vida. Apesar do sigilo, o Lado B acompanhou os trabalhos de preparação dos adereços e conheceu, em primeira mão, os figurinos das sete alas que desfilarão neste Carnaval.
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A escola de samba Deixa Falar prepara seu desfile com o tema “Águas”, destacando o sincretismo religioso e a importância vital do líquido. Com fantasias artesanais em tons de azul, verde e dourado, a agremiação representará ribeirinhos e divindades como Oxalá e Iemanjá, usando fitas que simulam o movimento da água. O diretor Francis Fabian enfatiza a abordagem lúdica, evitando focar em desastres ambientais. Além da Deixa Falar, outras cinco escolas desfilarão em Campo Grande, com enredos que exploram identidade, fé e natureza. Os desfiles ocorrerão nos dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa, com entrada gratuita. Ensaios técnicos estão marcados para 11 e 12 de fevereiro, e a apuração será no dia 18.
O diretor da escola, Francis Fabian, conta que a equipe, formada por cerca de 30 pessoas, trabalha desde julho na construção do desfile. Na avenida, a Deixa Falar levará 630 carnavalescos.
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A confecção das fantasias é totalmente artesanal e realizada dentro da sede da agremiação. “Tudo é confeccionado aqui com a comunidade, com as pessoas daqui mesmo, do Mato Grosso do Sul. E aí as coisas se tornam mais bonitas e mais trabalhosas”, comenta Francis.
Neste Carnaval, os figurinos serão marcados pelas cores azul, verde e dourado. Misturando elementos da natureza ao sincretismo religioso, a escola irá representar ribeirinhos e diferentes tipos de águas, como as de Oxalá e Iemanjá.
“A gente fala da importância da água na nossa vida e também desse sincretismo religioso, das águas da purificação, que são as águas de Oxalá, as águas de Iemanjá e, principalmente, as águas de Oxum, que são os rios, aqui do Pantanal, as águas pantaneiras”, explica o diretor.
A narrativa cênica contará com diversos elementos que remetem ao líquido. Nas fantasias, fitas de tecido representam o movimento das águas. Para criar esse efeito, cada pedaço de pano passa pelo fogo antes de ser aplicado. Peixes, cestos e chapéus pantaneiros de palha também ajudam a compor o enredo. “É tudo referente à água. Todas as alas têm um quê de água”, resume.
Apesar de trazer um elemento ligado ao meio ambiente, o enredo não aborda diretamente os desastres e as secas enfrentados nos últimos anos. A proposta, segundo Francis, é mostrar o lado bonito da água.
“Embora a gente saiba de todos os problemas das secas, aliás, a natureza toda chora, a gente quis falar de como veio a água. A vida começa na água. No ventre de uma mulher, você está nas águas. Então, é esse lado lúdico que a gente quis mostrar”, compartilha.
Mesmo com o sigilo em torno dos adereços, a escola está aberta para receber voluntários. Quem quiser ter um pequeno spoiler da apresentação pode acompanhar os ensaios realizados na sede da Deixa Falar, na Rua Sabino José da Costa, nº 890, na Vila Nasser.
“Aqui nós temos ensaios às terças e quintas, às 19h30, e aos domingos, a partir das 17h. Pode vir assistir, é livre. Vem bateria, carro de som, passista, comunidade, alas, é uma mistura”, finaliza.
Desfiles — Além da Deixa Falar, outras cinco escolas de samba desfilam neste Carnaval. As agremiações apostam em enredos que dialogam com identidade, ancestralidade, fé e resistência. A Cinderela Tradição do José Abrão apresenta “Diásporas – Por um futuro que não repita o passado”.
A Igrejinha leva para a avenida o enredo “Soraya – A mulher que vira onça”, enquanto Os Catedráticos do Samba propõem uma viagem no tempo com “De volta ao passado – Os Catedráticos do Samba em um flashback de emoções”.
A Unidos do Bairro Cruzeiro apresenta “Emília com seu pó de pirlimpimpim nos leva para o reino encantado que me faz sonhar”. Já os Herdeiros do Samba desfilam com “Acolhimento, carinho, interação, esperança, proteção. ACIESP é Coração”, e a Vila Carvalho leva o enredo “O canto da arara-azul – Um elo entre o Pantanal e a Amazônia, um chamado à vida”.
Os desfiles das escolas de samba de Campo Grande acontecem nos dias 16 e 17 de fevereiro, a partir das 19h, na Praça do Papa, no Bairro Santo Amaro. A entrada é gratuita e haverá transmissão ao vivo pelo YouTube da Licença.
Antes disso, as escolas participam dos ensaios técnicos nos dias 11 e 12 de fevereiro. A apuração será no dia 18 e a premiação das campeãs está marcada para o dia 20 de fevereiro.
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