Calor e tempo seco marcam a semana em MS e elevam risco para milho e cana
Previsão indica pouca chuva até terça; a partir de quarta, frente fria pode levar até 70 mm ao norte do Estado
Mato Grosso do Sul inicia a semana entre esta segunda-feira (16) e o próximo domingo (22) com predomínio de tempo seco, temperaturas elevadas e maiores períodos de sol, cenário que favorece o avanço da colheita da soja, mas aumenta o risco de estresse hídrico e térmico para culturas em desenvolvimento, como milho segunda safra, cana-de-açúcar e algodão, especialmente em áreas de Cerrado.
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De acordo com o Climatempo, o início da semana será marcado por pouca chuva no interior do Brasil. No Centro-Oeste, região da qual Mato Grosso do Sul faz parte, e no Sudeste, as precipitações ficam mais restritas, enquanto o calor ganha força e a umidade do ar diminui.
Para o campo sul-mato-grossense, o tempo firme é considerado positivo neste momento para a soja, permitindo a entrada de máquinas e a continuidade da colheita. Por outro lado, as lavouras implantadas recentemente, como o milho segunda safra, já podem começar a sentir os efeitos do calor intenso e da baixa umidade, com possibilidade de estresse hídrico nas áreas onde as chuvas já vinham irregulares.
O cenário começa a mudar entre o fim da terça-feira e a quarta-feira, com o avanço de uma nova frente fria que deve reorganizar um corredor de umidade sobre o interior do país. A tendência é de que as instabilidades avancem rapidamente, concentrando as chuvas mais intensas sobre a metade norte do Brasil.
No Centro-Oeste, a previsão indica volumes moderados a localmente elevados, especialmente no norte de Mato Grosso do Sul, além de áreas de Goiás e Mato Grosso. No norte sul-mato-grossense, os acumulados podem variar entre 40 e 70 milímetros na segunda metade da semana, com tendência de intensificação nos dias seguintes.
Já no centro-sul de Mato Grosso do Sul, a expectativa é de redução das chuvas ao longo da semana, com manutenção do tempo mais seco e ensolarado, mesmo com a passagem do sistema frontal.
Soja - O tempo seco e quente no início da semana favorece diretamente a colheita no Estado. A ausência de chuvas mais volumosas facilita o trabalho no campo e reduz perdas operacionais. Com o retorno gradual das instabilidades na segunda metade da semana, especialmente no norte do Estado, pode haver interrupções pontuais nas áreas atingidas pelos maiores acumulados.
Milho segunda safra - Para o milho recém-implantado, o cenário exige atenção. O calor intenso e a baixa umidade do ar podem provocar estresse térmico e hídrico, sobretudo nas áreas de Cerrado. A volta das chuvas no norte do Estado tende a contribuir para a reposição de umidade no solo, mas no centro-sul a manutenção do tempo seco pode prolongar o quadro de restrição hídrica.
Cana-de-açúcar - As áreas produtoras entre o Centro-Oeste e o Sudeste enfrentam redução das chuvas e aumento das temperaturas neste início de semana. Em Mato Grosso do Sul, a condição pode impactar principalmente regiões de Cerrado. A partir da metade da semana, as chuvas retornam de forma mais rápida para áreas do centro-sul do Brasil, mas os maiores acumulados devem se concentrar mais ao norte do país.
Algodão - As áreas de algodão do Brasil Central começam a semana sob tempo seco e calor intenso. Em Mato Grosso do Sul, a condição também predomina neste início do período. Com a chegada da frente fria, as chuvas voltam a se organizar sobre o interior do país, com volumes mais expressivos na metade norte, favorecendo a reposição de água no solo nessas áreas.
Enquanto Mato Grosso do Sul terá uma semana marcada por contraste entre o norte, com possibilidade de chuvas mais expressivas a partir de quarta-feira, e o centro-sul, com predomínio de tempo seco, os maiores acumulados do país devem ocorrer no Norte e na faixa norte do Nordeste.
Para o produtor sul-mato-grossense, o cenário indica uma janela favorável para a colheita da soja no início da semana e necessidade de monitoramento das lavouras de milho e cana diante do calor persistente, principalmente nas áreas onde a chuva deve demorar mais a se regularizar.


