Ozempet? caneta emagrecedora para animais pode virar realidade
Mesmo com essa possibilidade, veterinário reforça que cuidados diários continuam sendo essenciais

A obesidade em cães e gatos deixou de ser um problema isolado, virou um dos principais desafios de saúde entre pets nas últimas décadas, e vem atraindo atenção tanto de tutores quanto da medicina veterinária. Nos últimos meses de 2025, a farmacêutica americana Okava Pharmaceuticals divulgou o início de um estudo piloto para testar um remédio para pets, inspirado nas canetas emagrecedoras usadas por humanos.
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A obesidade em animais de estimação tornou-se um dos principais desafios de saúde veterinária nas últimas décadas. Em resposta a essa preocupação, a farmacêutica Okava Pharmaceuticals iniciou estudos para desenvolver um medicamento similar às canetas emagrecedoras humanas, que funcionará como microimplante com liberação gradual por seis meses. Especialistas ressaltam que, mesmo com avanços farmacológicos, o controle do peso em pets requer atenção contínua. A abordagem inclui avaliação profissional regular, dieta equilibrada, exercícios físicos adequados e mudança no comportamento dos tutores, que frequentemente usam alimentos como demonstração de afeto.
“Pelo o que se sabe seria algo semelhante ao Ozempic e Mounjaro, só que específico para pets. É algo que está na fase de elaboração, não vai estar disponível no mercado logo de cara, mas já o início de uma possibilidade”, comenta o médico-veterinário Renato Moreira.
Segundo o especialista, o remédio apelidado informalmente de “ozempet” funcionaria como a implantação de um microimplante para liberar a substância gradualmente por cerca de seis meses.
“A ideia é agir no controle do peso, que está diretamente relacionado a riscos maiores de doenças como diabetes, problemas articulares e redução da expectativa de vida”, destaca.
Mesmo com essa possibilidade, Renato reforça que mudanças de comportamento e cuidados diários continuam sendo essenciais para combater o excesso de peso. Para entender melhor como lidar com a obesidade em pets no cotidiano, o médico veterinário explica que o processo envolve atenção contínua em vários aspectos da vida do animal.
Segundo ele, a primeira etapa é sempre uma avaliação profissional regular, com exames clínicos para determinar o peso ideal de acordo com a idade, porte e condição física de cada pet.
A partir daí, ele recomenda ajustes de porções e qualidade da alimentação, dando preferência a dietas equilibradas e evitando o excesso de petiscos calóricos, que são muitas vezes usados pelos tutores como forma de demonstrar afeto.
Moreira destaca ainda a importância de uma rotina de exercícios adequada. “Passeios diários, brincadeiras e estímulos físicos não apenas ajudam a queimar calorias, mas também mantêm o animal mentalmente ativo”, relata.
Ele alerta que o comportamento do tutor influencia diretamente o sucesso do plano. “Muitos donos recompensam com comida por afeto. Substituir petiscos por momentos de brincadeira ou carinho físico é uma forma eficaz de fortalecer o vínculo sem prejudicar a saúde”, pontua.
Por fim, ele ressalta que dietas caseiras ou reduções drásticas de comida sem orientação veterinária podem causar deficiências nutricionais, por isso devem ser evitadas.
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