Prefeito escreve carta de renúncia com planos de disputar governo de MS
Juliano Ferro diz que procura apoio para vingar na disputa em 2026
O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), confirmou que estuda renunciar ao cargo no Executivo municipal para disputar as eleições gerais de 2026 e integrar uma chapa ao Governo de Mato Grosso do Sul. A possível candidatura pode alterar o cenário político da direita sul-mato-grossense, que até o momento tem defendido a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
RESUMO
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O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), confirmou que estuda renunciar ao cargo para disputar as eleições de 2026 ao Governo de Mato Grosso do Sul. Uma carta de renúncia já foi redigida, mas ainda não foi protocolada na Câmara Municipal. Em viagem a Brasília, Ferro busca apoio político para viabilizar sua candidatura, podendo concorrer como governador ou vice. O prefeito admite a possibilidade de deixar o PL e cogita uma composição com o deputado estadual João Henrique Catan, do Partido Novo, alterando o cenário político da direita sul-mato-grossense.
A movimentação ganhou força depois que uma carta de renúncia atribuída ao prefeito começou a circular nas redes sociais. O documento é endereçado ao presidente da Câmara Municipal de Ivinhema, o vereador Celso Miranda Alves de Souza, conhecido como Bira (PSDB), e afirma que a eventual saída do cargo seria “motivada por razões de ordem estritamente pessoal e política”.
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Ao Campo Grande News, Juliano confirmou que a carta é verdadeira, mas afirmou que ela ainda não foi entregue oficialmente ao Legislativo municipal. Segundo ele, a decisão final depende da definição sobre sua participação nas eleições de 2026.
“Ainda não entreguei [a carta]. Mas já está pronta, é só assinar e protocolar na Câmara, que é de direito também. Mas não tem nada definido ainda. Eu já estou caminhando e correndo atrás. Se der certo, é isso que eu faço”, disse Juliano.
Nesta quinta-feira (11), o prefeito está em Brasília em busca de apoio político para viabilizar uma candidatura ao Executivo estadual. Segundo ele, o objetivo da viagem é dialogar com lideranças nacionais e construir alianças para o próximo pleito. “Na verdade, eu estou em Brasília conversando com alguns amigos aqui, algumas lideranças, a nível de Brasil, e estou me articulando para um passo maior. Se a gente conseguir se articular corretamente, a gente não vai perder”.
Apesar das articulações, Juliano disse que ainda não decidiu qual papel pretende disputar. Entre as possibilidades, estão concorrer ao governo estadual ou compor uma chapa como candidato a vice-governador. A definição deve ocorrer até o dia 4 de abril, prazo que marca o fim do período considerado decisivo para movimentações partidárias e consolidação de projetos eleitorais.
“Eu estou me articulando e vendo qual caminho eu vou tomar. Se é uma parceria, se é uma carreira solo, se me junto com alguém, ou se fico quieto e espero outro momento. Não tem nada decidido ainda”, afirmou o atual prefeito de Ivinhema.
O prefeito também admitiu que, caso confirme a candidatura, poderá deixar o Partido Liberal. No entanto, preferiu não revelar quais siglas têm participado das conversas políticas.
Entre os cenários discutidos está a possibilidade de compor uma chapa com o deputado estadual João Henrique Catan, que recentemente deixou o PL para se filiar ao Partido Novo e construir uma pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. Juliano confirmou que já houve conversas entre os dois e que a composição é uma das hipóteses avaliadas. “Essa possibilidade existe. Já conversei com ele e há uma possibilidade”, afirmou.
Ex-aliados? - Até então aliado do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do atual governador Eduardo Riedel, Juliano Ferro deixou o PSDB em 2024 para se filiar ao PL. O ato de filiação ocorreu em setembro do ano passado e contou com a presença de Azambuja, que assumiu a liderança estadual da sigla, além do presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto.
A possível candidatura do prefeito pode alterar a dinâmica política do campo conservador em Mato Grosso do Sul, especialmente se resultar em uma candidatura própria ao governo ou em uma nova composição de chapa.
Questionado sobre a possibilidade de enfrentar Riedel nas urnas, que conta com apoio político consolidado, incluindo o do senador Flávio Bolsonaro (PL), Juliano evitou antecipar avaliações sobre o cenário eleitoral e disse que a disputa será definida pelo eleitor. “Cada um tem que buscar o seu espaço. E eleição só se ganha quando se é eleito pelo povo”, declarou.
Caso decida oficializar a renúncia para disputar o pleito, quem assumirá a prefeitura de Ivinhema será a vice-prefeita do município, Angela Casarotti Cardoso (PP).

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