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Cidades

Desembargador Ary Raghiant Neto pede exoneração do Tribunal de Justiça

Magistrado deixará cargo no dia 27 e diz que retomará atuação na advocacia

Por Ângela Kempfer | 10/03/2026 15:22
Desembargador Ary Raghiant Neto pede exoneração do Tribunal de Justiça
 Ary Raghiant Neto está no cargo desde 2022 (Foto: Divulgação)

O desembargador Ary Raghiant Neto pediu exoneração do cargo que ocupa no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. confirmando a saída da corte. O pedido foi publicado no Diário da Justiça desta terça-feira, por meio da Portaria assinada pelo presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan. A saída foi solicitada pelo próprio magistrado e passa a valer a partir de 27 de março de 2026.

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O desembargador Ary Raghiant Neto solicitou exoneração do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com efeito a partir de 27 de março de 2026. O magistrado, que ocupa o cargo desde novembro de 2022, decidiu retornar à advocacia, área onde iniciou sua carreira profissional.Durante sua atuação no TJMS, Raghiant Neto julgou mais de 10 mil processos, presidiu a 2ª Câmara Cível e atuou como representante do tribunal junto ao CNJ. A vaga, vinculada ao Quinto Constitucional da advocacia, será preenchida por novo processo seletivo após sua saída.

Ary Raghiant Neto ingressou no tribunal em 8 de novembro de 2022, diretamente no cargo de desembargador pela vaga do Quinto Constitucional destinada à advocacia. Atualmente ele integra a 1ª Seção Cível, preside a 2ª Câmara Cível e também compõe o Tribunal Pleno. Durante a passagem pela Corte, atuou ainda na Seção Especial Cível e na 3ª Seção Cível, que presidiu entre 2023 e 2024.

Em manifestação sobre a decisão, o magistrado afirmou que deixará o Judiciário para retomar a carreira na advocacia, área onde iniciou sua trajetória profissional. Segundo ele, a experiência no Tribunal foi marcada por aprendizado e pela compreensão do papel da magistratura na sociedade.

Durante o período no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Ary Raghiant Neto julgou 10.608 processos como relator. Desse total, foram 8.686 julgamentos colegiados, 1.922 decisões monocráticas e 2.809 despachos. O magistrado também registrou índice de distribuição de 101% e atualmente possui acervo de 435 processos.

Além da atividade jurisdicional, Raghiant foi designado em março de 2023 como representante do tribunal junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e integrou, como representante do Tribunal Pleno, a comissão organizadora do 33º e do 34º concursos para juiz substituto da Corte, este último ainda em andamento.

Com a saída, a vaga ocupada pelo desembargador, vinculada ao Quinto Constitucional da advocacia, será destinada a advogados com mais de 10 anos de carreira, notório saber jurídico e reputação ilibada. O posto deverá seguir o procedimento legal para escolha de um novo integrante do tribunal após 27 de março.