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Política

Ary Raghiant deixará TJMS para retornar à advocacia

Ele tomou posse no final de 2022: “Minha essência é ser advogado.”

Por Maristela Brunetto | 25/02/2026 07:21

Ary Raghiant deixará TJMS para retornar à advocacia
Raghiant Neto retornará à advocacia após pouco mais de três anos como desembargador (Foto: Divulgação TJMS)

RESUMO

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O desembargador Ary Raghiant Neto anunciou sua decisão de deixar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para retornar à advocacia. Após três anos no cargo, ele já comunicou sua saída ao presidente da Corte, Dorival Pavan, e ao presidente da OAB/MS, Bitto Pereira.Formado em Direito pela FUCMAT em 1991, Raghiant Neto ocupava uma vaga do quinto constitucional destinada a advogados. Sua exoneração está prevista para o próximo mês, após a conclusão dos processos em andamento. A vaga será preenchida por meio de nova lista sêxtupla formada pela OAB.

Pouco mais de três anos após ser nomeado em vaga destinada a advogados, o desembargador Ary Raghiant Neto se prepara para pedir exoneração do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e retomar a atividade na advocacia. Ele já comunicou a decisão ao presidente da Corte de Justiça, Dorival Pavan, e ao presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Bitto Pereira. A posse ocorreu em novembro de 2022.

Indicado em lista sêxtupla formada pela entidade, em vaga do chamado quinto constitucional, Raghiant disse que decidiu retomar a atividade anterior. “Minha essência é ser advogado”, explicou à reportagem do Campo Grande News.

O magistrado afirmou que o desligamento deve ocorrer no próximo mês, com a apresentação de um pedido de exoneração. Antes, ele explicou que quer concluir processos distribuídos ao gabinete e desmobilizá-lo.

Raghiant Neto se formou em Direito pela FUCMAT (atual UCDB), em 1991 e se especializou em direito empresarial, tributário e eleitoral. Ele revelou que vivenciou um grande aprendizado e uma maior compreensão do funcionamento do Poder Judiciário nos mais de três anos, mas a identificação com a advocacia falou mais alto.

O desembargador também já atuou como professor de direito e representou o TJMS e a OAB, enquanto conselheiro federal, no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Oficializado o desligamento do TJMS, a OAB deve abrir processo para advogados se inscreverem na disputa pela vaga. A Constituição federal exige tempo mínimo de 10 anos de atuação, com notório conhecimento jurídico e reputação ilibada. A entidade compõe lista sêxtupla, depois reduzida a tríplice pelo TJMS e a escolha final do nome cabe ao governador Eduardo Riedel (PP-MS).