“Colocava defeito em tudo que eu fazia”, diz rapaz que matou a namorada
Casal discutia por “motivos banais” quando vítima teria mordido o braço do autor
“Ela sempre colocava defeito em tudo que eu fazia”, disse Wellington Patrezi Batista Pereira, 18 anos, ao confessar que matou a namorada Beatriz Benevides da Silva, na madrugada desta quarta-feira (25), no Bairro Novo Oeste 2, em Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande. O casal estava junto há pouco mais de um ano. Este é o 4º feminicídio deste ano em Mato Grosso do Sul.
RESUMO
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Um jovem de 18 anos confessou ter matado a namorada Beatriz Benevides da Silva, em Três Lagoas (MS), após uma discussão sobre problemas domésticos. Wellington Patrezi Batista Pereira alegou que a vítima constantemente criticava suas ações e que o casal tinha frequentes desentendimentos. O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira (25), quando uma discussão sobre a montagem de um armário e questões financeiras se intensificou. Após Beatriz pedir que Wellington deixasse a casa, ele a enforcou até a morte. O autor do crime se entregou à polícia após conversar com seu irmão por telefone.
Ao delegado Gabriel Sales, o rapaz contou que o casal havia se mudado recentemente para Três Lagoas e vivia discutindo por “coisas banais” da casa e do relacionamento. “Ela dizia que eu não fazia nada que prestava, a gente tava sempre discutindo pelas coisas da casa”, afirmou Wellington.
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Na terça-feira (24), um trabalhador foi até o apartamento onde os dois estavam morando há três dias e montou o armário comprado pelo casal. No entanto, segundo Wellington, a jovem não teria gostado da montagem e, quando ele foi buscá-la no trabalho, houve uma nova discussão.
“Quando chegamos em casa ela veio falando que não aguentava mais, que já estava cansada e que estava comprando as coisas da casa sozinha. Mas eu ajudei também. Começamos a discutir e foi indo, foi indo”, continuou o rapaz.
Em certo momento da discussão, Beatriz teria então dito para o namorado sair da casa nesta quarta-feira e a briga escalou ainda mais. “Eu disse para ela que não tinha para onde ir. Tentei pegar a chave dela, ela mordeu meu braço. Falou que era para eu ir embora hoje. Aí voltamos a brigar”, explicou.
Durante a briga, a jovem sentou na cama e então falou outra vez que era para o rapaz deixar a casa onde eles moravam com o pai dela. “Ela voltou a falar que eu não fazia nada, fiquei muito nervoso e enforquei ela com as duas mãos até perder a consciência”, afirmou Wellington.
Em depoimento, ele alegou que assim que viu a namorada morta pensou em tirar a própria vida, mas ligou para o irmão que mora em Corumbá e foi orientado a se entregar à polícia.
“Eu fiquei desesperado, queria até me matar. Mas liguei para o meu irmão, contei e ele falou para eu procurar a polícia. Tentei ligar para o socorro, mas não consegui. Fui na delegacia, mas estava fechado e ai fui até o quartel da PM. Falei para os policiais o que tinha acontecido e depois que eles foram para o apartamento me trouxeram para cá [na Depac]”, finalizou Wellington relatando ainda que o casal já havia se agredido durante outras discussões.
4º feminicídio - De acordo com o boletim de ocorrência, Wellington chegou ao quartel por volta das 3h55 e relatou aos policiais que havia matado a namorada. Ele foi algemado e permaneceu detido enquanto os militares foram até o endereço indicado. O crime aconteceu em um apartamento localizado na Rua Buriti. No local, os policiais encontraram a vítima já sem sinais vitais.
O casal era de Corumbá. A jovem se mudou recentemente para Três Lagoas onde morava com o pai e o rapaz chegou na cidade há 3 dias para ficar com ela. Eles estavam morando na mesma casa.
A equipe levou o rapaz à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da cidade e registrou o caso como feminicídio.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
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