Enquete: 55% não pretendem participar de feirão de renegociação das dívidas
Estado tem mais de 1,26 milhão de inadimplentes e quase R$ 10 bilhões em débitos acumulados
Em Mato Grosso do Sul, 55% dos leitores afirmam que não pretendem participar de feirão de renegociação de dívidas, segundo enquete do Campo Grande News feita na última terça-feira (24). Outros 29% disseram que devem aderir, enquanto 16% ainda avaliam a possibilidade.
RESUMO
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Em Mato Grosso do Sul, pesquisa revela que 55% dos entrevistados não pretendem participar de feirão de renegociação de dívidas, enquanto 29% planejam aderir e 16% ainda avaliam a possibilidade. O cenário é preocupante, com mais de 1,26 milhão de inadimplentes no estado acumulando aproximadamente R$ 10 bilhões em débitos. As principais causas de inadimplência são dívidas com cartão de crédito e instituições financeiras, seguidas por contas de serviços básicos. Nas redes sociais, moradores relatam experiências negativas com cobranças e aumento rápido dos valores devido aos encargos.
O resultado aparece em meio a um cenário preocupante: mais de 1,26 milhão de pessoas estão inadimplentes no Estado, acumulando quase R$ 10 bilhões em débitos — média de quase quatro dívidas por negativado.
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Nas redes sociais, leitores compartilharam experiências e opiniões sobre o tema. Para Juscelia Dias Dias, a sensação é de desgaste diante das cobranças. “Eles exploram tanto que o povo não liga mais para nome sujo”, comentou.
Já Natasha Santos relatou aumento rápido no valor da dívida. “Minha conta era 250 sexta-feira. Fui olhar hoje e está em 300, no app do Serasa”, afirmou, demonstrando surpresa com os encargos.
Por outro lado, Maria da Silva defendeu maior controle financeiro. “Compro e vivo só com o que ganho, não entro em dívida. Pena poucos como eu. A maioria quer ter tudo e comer de tudo, aí o salário, que já é pouco, piora. Entra em dívida. A maioria não é por precisar, é porque são irresponsáveis, compram de tudo que aparece sem poder. É um tal de ‘tenho de ter’”.
Cartão de crédito e débitos com instituições financeiras lideram os atrasos, seguidos por contas de serviços essenciais, como água, luz e gás.



