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Cidades

Mulher é presa em Pernambuco após extorquir procurador de MS que enviou nudes

Investigação apura chantagem contra procurador depois que ele enviou fotos íntimas para mulher

Por Dayene Paz | 25/02/2026 07:54
Mulher é presa em Pernambuco após extorquir procurador de MS que enviou nudes
Parte de uma das fotos enviada pelo procurador a telefone de Sâo Paulo (Foto: reprodução)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Cyber Trap, no município de Paulista (PE). O objetivo foi prender uma mulher acusada de se passar por menor de idade para extorquir um procurador de Justiça de MS, que enviou nudes a ela.

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Uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul resultou na prisão de uma mulher em Paulista, Pernambuco, acusada de extorquir um procurador de Justiça. A suspeita teria criado um perfil falso nas redes sociais, obtido imagens íntimas da vítima e exigido vantagens sob ameaça de divulgação do material. Durante a ação, denominada Cyber Trap, foram apreendidos diversos celulares e um computador. O procurador admitiu ter enviado cinco fotos íntimas, acreditando se comunicar com uma garota de programa adulta. A Corregedoria do MPMS instaurou procedimento para investigar o caso.

A ação foi feita pela 13ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Pernambuco.

No local, a mulher foi presa e também os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão. Ela é apontada como autora de crimes de extorsão, falsa identidade e divulgação não consentida de conteúdo íntimo.

Segundo apurado, os fatos teriam sido cometidos contra um procurador de Justiça do MPMS. Conforme a investigação, a suspeita criou um perfil falso em redes sociais para ganhar a confiança da vítima e obter imagens íntimas. Em seguida, passou a exigir vantagem indevida sob ameaça de divulgar o material. Ao final, as imagens teriam sido expostas sem autorização.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos diversos celulares e um computador. Os equipamentos serão periciados com extração de dados no Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI), com análise técnica da equipe da UICC. A investigação utilizou recursos tecnológicos e técnicas de inteligência voltadas ao combate de crimes no ambiente virtual. A UICC é composta por membros e servidores do Ministério Público, além de policiais civis e militares.

Paralelamente à operação, a Corregedoria do MPMS instaurou procedimento para apurar o caso. Com carreira construída como promotor criminal, ele admitiu ter enviado cinco fotos em que aparece nu para um número com DDD de São Paulo, acreditando conversar com uma garota de programa adulta. Depois disso, segundo relatou, passou a ser alvo de chantagem. Ele afirma ter reunido provas e encaminhado todo o material à Corregedoria.

O procurador não repassou à imprensa os prints das conversas nem os valores exigidos, alegando que as informações já foram entregues às autoridades. Por ser vítima no caso investigado, o nome dele é preservado. O caso foi denunciado em setembro do ano passado.

Após a repercussão, uma pessoa entrou em contato com o Campo Grande News dizendo ser mãe de uma adolescente de 16 anos que estaria trocando mensagens com o procurador há cerca de dois meses. No entanto, a suposta mãe não aparece na foto de perfil do WhatsApp e se recusou a falar por videochamada para comprovar a identidade. Questionada sobre eventual registro de ocorrência, disse que não formalizou denúncia na polícia. Também não enviou prints das conversas, alegando que a filha teria quebrado o celular após se assustar com a situação.

O membro do Ministério Público nega qualquer envolvimento com menores de idade. Ele sustenta que acreditava manter contato com uma mulher adulta e reforça que toda a documentação relacionada ao caso foi entregue à Corregedoria.

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